sábado, 26 de março de 2016

A CRISE NÃO CAIU DA "ÁRVORE DOS ACONTECIMENTOS"

Dizer que substituir Dilma por Marina, na economia, é trocar seis por meia dúzia é uma opinião, mas que tem fundamento. O que as duas têm em comum? A mesma ideologia. Pode-se dizer que é semelhante, mas não é diferente, acontece que o socialismo sempre sofre mutabilidade quando se constata o fracasso, mas na essência o objetivo é único substituir o capitalismo de mercado pela economia do proletariado.

Quando um político dessa categoria de pensamento assume o governo surgem conflitos de interesses, de imediato aceita-se a regra do jogo, mas permanece sendo contra o liberalismo e a lei de mercado,  promove-se interferência do Estado na economia e a irresponsabilidade fiscal, uma série de toxidades ao capitalismo, foi o que aconteceu com o PT no governo.

É quase unanimidade se falar que o primeiro mandato de Lula foi muito bom para a economia brasileira, verdade, mas decorre de fatores existentes em 2002, a estabilidade monetária, e os fundamentos da economia baseado no triple: AJUSTE FISCAL, METAS DE INFLAÇÃO E CAMBIO FLUTUANTE, outro fator importante foi à valorização das commodities. Até o momento em que o Antônio Palocci esteve no ministério da Fazenda  esses fundamentos eram rigorosamente observados. Com Guido Mantega o Lula se sentiu a vontade para fazer o que bem queria, começou com a irresponsabilidade fiscal,  fragilizou o ajuste fiscal, este o pilar mais importante da estabilidade. No primeiro  governo da presidente Dilma o processo de demolição do ajuste fiscal foi acelerado não consegui mais cumprir metas de inflação e com periódicas interferência no cambio,  deixando de executar o superávit primário, razão da nossa nota de crédito ter caído.



O socialismo tem um discurso sedutor de trabalhar pelos menos favorecidos, entende que isso acontece quando o Estado passa à assumir compromissos de parte da população distribuindo dinheiro e não se preocupa em melhorar o ambiente de negócios para que a economia possa prosperar e gerar empregos e assim combater a miséria como fez a Coréia do Sul.

sábado, 27 de setembro de 2014

PROATIVIDADE CONTRA A CORRUPÇÃO



Numa democracia onde as instituições democráticas funcionam satisfatoriamente o eleitor pode ter como preocupação prioritária, para escolher um candidato, a desenvoltura administrativa à desconfiança de honestidade, até porque um político é honesto até o momento em que não é surpreendido em uma investigação. Portanto, a malha de apuração de desvio deve funcionar como acontece em países desenvolvidos. No Brasil uma das raras qualidades da nossa constituição é quando formata essa engrenagem com os três poderes independentes dando possibilidade da Justiça transitar desde a investigação às punições, mantendo o Ministério Público e ampliando sua área de atuação com relação às constituições anteriores. Desta forma, a Polícia Federal que é, administrativamente, subordinada ao Executivo serve de órgão de apoio ao Ministério Público e, nesses momentos, deve obediência ao órgão investigador que ocorre sem interferência do executivo, tanto que foi negado à presidente da república, pelo MP, o pedido de informações sobre a delação do ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa.

O eleitor preocupado com a endêmica corrupção no Brasil deve se preocupar com o funcionamento desse dispositivo constitucional, para tanto deve em primeiro lugar ter conhecimento e ficar atento nas investidas para fragilizar esse mecanismo que acontece no decorrer das nomeações. 

A constituição dá competência ao presidente da república de nomear: ministros do supremo, procurador da república, presidente dos tribunais superiores, no entanto, nomear não significa escolher, nomear é oficializar um profissional em um cargo. 

O que se vê atualmente é a presidente escolhendo a dedo de acordo com seus interesses partidários e ideológicos.

Bem, se alguém é preocupado no combate à corrupção é nesse momento que deve protestar porque, da forma como ocorre, você nunca escapará de gestores corruptos. Imagine o presidente escolhendo as pessoas que vão analisar suas contas (no tribunal de contas), que vai julga-lo no supremo, de forma como está sendo feito. Nomear é o ato final de um processo de escolha que deve ocorrer fora da presença do nomeador, através de uma lista tríplice que o presidente define um deles, portanto, é no êxito dessa estrutura que nós devemos focar para combater a corrupção.

A presidente da república Dilma Rousseff com seu partido vive jogando com a desinformação do eleitor e tenta passar a ideia de que seu governo investiga a cada escândalo, mas, não é assim, o executivo tem com proceder investigações que seria pela Controladoria Geral da União, (CGU), lá se faz investigações de governo para que a presidente não seja surpreendida por acusações de corrupção no seu governo, trata-se de um jogo com a inocência de uma população que, propositadamente, lhe é negada informações de como funciona um regime democrático. Não, democracia não é só o direito de ir e vir, ou onde parte da população só tem direitos e outra só deveres, é oportuno acrescentar que no regime democrático confiar na justiça não é uma obrigação é um direito.




sábado, 24 de maio de 2014

ARMADILHA DO BOLSA FAMÍLIA

Ninguém acredita que, no governo, pacotes de bondades se transformam em pacotes de maldades, a lógica que predomina no país é que, para o Estado, tudo é exequível, só depende de “vontade política” para ofertar sem cobrar esforço pessoal tudo que o cidadão necessita, mas a realidade é totalmente diferente. Quem faz uma crítica sobre o programa Bolsa Família, é, imediatamente, chamado de elitizado, burguês que não conhece a fome. Esse programa não foi criado pelo PT de Lula, meramente o nome e a massificação do programa que substituiu alguns programas sociais criado pelo governo anterior como Bolsa Escola, Vale Gás, etc. Mas, o carimbo é do bondoso Lula, na verdade ele se transformou no maior programa de compra de voto já visto neste país, quando mergulhado num escândalo de corrupção do mensalão em 2005 o governo agilizou o ingresso de aproximadamente nove milhões de beneficiários. Apoiado pela imprensa e pelos intelectuais latinos, em sua maioria, caiu no seio da sociedade como a solução dos miseráveis, que finalmente estaria fazendo o país mudar. Acontece que o programa administrado anteriormente procurava a certificação de critérios, no entanto,a necessidade veloz de incluir tantos eleitores foi impossível distinguir o carente formal do carente real. Observe nestes vídeos a diferença.

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Esta senhora é considerada uma carente formal porque certamente não possui ganho oficial, de empresária ou de assalariada, mas, muito longe distante de ser uma carente real, uma necessitada que sofre ameaças de fome ou "insegurança alimentar". Fala com a maior naturalidade como se fosse um  programa em distribuição de dinheiro.


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Esta outra senhora não possui carência real de "insegurança alimentar" porque o objetivo expresso é de comprar bens de consumo de alta qualidade.






Neste vídeo um boato conduziu milhares de beneficiários do Bolsa Família as agências da Caixa Econômica, pelo aspecto são pessoas aptas ao mercado de trabalho, tendo em vista que o governo propaga que "nunca na história deste país" a taxa de desemprego é tão baixa, também nunca na história da humanidade se viu algum país prosperar com políticas populistas dessa natureza.

No Brasil falar em esforço, meritocracia, livre competição é desaforo, os termos usados são direitos, cotas e benefícios é tudo, considerado, necessário para tornar uma população feliz. Na verdade o governo se transforma em Ineptocracia que é um sistema político de governo onde os incompetentes são eleitos pelos improdutivos em troca de bens e serviços redistribuídos dos competentes e produtivos, até que estes últimos estejam em menor número de tal forma que o sistema entra em colapso.

A maldade se transforma quando a desorganização nas contas públicas promove o pontapé inicial para o surgimento da inflação, como já está acontecendo, onde vivemos uma inflação produzida pelo governo que para escondê-la a reprime, dessa forma a inflação real é sempre maior que a inflação oficial, como os salários são reajustados pelos índices do governo o trabalhador, a cada ano, perde um pouco o poder aquisitivo.  Outros fatores alinhados torna progressiva a expansão inflacionária, e a bancarrota é inevitável, associado à combinação de dívida e política econômica equivocada é fatal, dessa forma, voltamos a necessitar de um presidente "ruim" em substituição dos "bonzinhos" dos últimos anos. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

AMBIGUIDADE DE PENSAMENTO

Como pode dar certo um país onde se pensa errado? O Brasil é um país que vira as costas para o “imperialismo”, porque o lucro é pecado, indiferente à Alemanha, Coréia do Sul, mas corteja Cuba, onde o raciocínio é induzido, prevalecem falsos consensos e condena-se a discussão na ânsia de impor à hegemonia do pensamento, onde tem empresário que se declara comunista e a presidente consegue fazer contrato vergonhoso de trafego de pessoas sob o olhar míope da justiça brasileira que se cala porque a contratada é Cuba, justiça povoada de advogados formados em escolas com doutrinação marxistas. Até mesmo as manifestações  transformam-se em vandalismo, quebra de agências bancarias, saques de lojas, queima de ônibus, uma sinalização de agressão ao capitalismo. Transcrevo um trecho da revista Veja edição 2371 pagina 82:

“A crise energética já faz parte do cotidiano de algumas grandes empresas. É o caso da americana Alcoa, uma das líderes mundiais de alumínio. Há um mês, ela anunciou a redução de 28% em sua capacidade de produção no país, com a paralisação de atividades nas unidades de São Luís e Poços de Caldas, e citou o aumento na eletricidade como um dos fatores determinantes para a decisão.”

Isso são resultados da aspiração de construir um Estado forte e capitalismo limitado, fugindo da racionalidade com os gastos públicos, como se o governo fosse financeiramente uma fonte inesgotável, pelo contrário dessa conexão socialista, o poder público não tem dinheiro, sobrevive de impostos sobre a riqueza gerada pelo capitalismo para os políticos gastarem, tamanho contrassenso quando não se leva em consideração as experiências mal sucedidas em países socialistas e os chamados “progressistas”, como a Venezuela que de tanto hostilizar o capitalismo virou um pandemônio, foi a sequência de equívocos quando não há qualidade e nem equilíbrio de gastos públicos, acontece à necessidade de aumentar impostos, que vai minando à competitividade e piorando o ambiente de negócios no país. No caso da Alumar a energia ficou cara por causa dos altos impostos, por conta disso e outros fatores, muitos empresários brasileiros se mudam para a Ásia.

Parece um problema sem solução porque a insipiência popular é uma escuridão, e a esperteza dos políticos é o guia para um jogo cujo objetivo é a permanência no poder, mas quando surgem às surpresas desagradáveis é fácil culpar razões distantes da realidade.

Um exemplo desse jogo de esperteza aconteceu recentemente quando o país, há menos de 25 anos atrás, vivia mergulhado numa crise inflacionária, parque industrial obsoleto, sistema financeiro quebrado e nível de investimentos próximo a zero, rumávamos para o desabastecimento e vivíamos uma alta taxa de desemprego, tudo, originariamente, por desequilíbrio nas contas públicas. No final dos anos noventa o governo conseguiu a estabilidade monetária procedendo à austeridade fiscal alcançando o equilíbrio fiscal e o saneamento do sistema financeiro, isso acarretou a volta de investimentos externo que a partir de 1995 cresceu espetacularmente até o ano 2000 atingindo U$ 36 bilhões naquele ano, valor altíssimo para quem nada recebia, a consequência foi à modernização do parque industrial e o país voltou a respirar com melhores índices de crescimento na primeira década deste século, como governo do PT manteve os fundamentos econômicos do governo anterior, cresceu a credibilidade do país, mas abandonaram a agenda FHC que passou a ser palco de críticas, a desconstrução do governo anterior para usurpação dos efeitos da estabilidade, a esperteza, e as lógicas ideológicas foram os novos conselheiros aos rumos a se seguir com a economia do país, tudo foi feito para transparecer que o início da nova ordem econômica acontecera a partir de 2003, muita encenação com a cumplicidade da mídia dependente de contratos milionários com o governo. Pelo contrário, os gestores de esquerda passaram a desconstruir lentamente tão importante conquista ferindo mortalmente o pilar mais sólido da estabilidade que é o ajuste fiscal, endividado o país vive, hoje, com contas deterioradas que para corrigi-las deverá priorizar a qualidade de gastos e novamente a recuperação do ajuste fiscal, no entanto, é o governo Lula considerado, pela grande parte do eleitorado como o benfeitor da prosperidade, esse raciocínio passou a ser difundido nas escolas e assunto de teste e provas avaliações do ensino médio, porque foi na sua gestão que os benefícios da estabilidade tiveram maiores consequência, muitos conseguiram empregos, adquiriram bens duráveis etc., mas foi no governo Lula que aconteceram os primeiros atos que trouxeram o retorno da inflação incessante e ameaças à manutenção dos empregos conquistados.


Transformar o Brasil em país socialista eu acho improvável, mas essa crença ideológica que habita nas mentes dos nossos mestres em universidades que formam a classe formadora de opinião do país, já está prejudicando mortalmente a economia brasileira.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O MILAGRE ECONÔMICO DO PT

A insatisfação de muitos brasileiros com a Copa que acontecerá no próximo mês se justifica não pelo fato dos gastos, mas pela coincidência de uma festa que acontece no momento em que o país retorna para a condição de iminente fracasso na condução da política econômica tal como aconteceu no final do regime militar, quando a inflação resistente exibia sinais de fatalidade na economia sem que a população tivesse uma concepção adequada da situação, sentíamos que nada ia bem, que a saúde não funcionava, a educação de baixa qualidade. Atualmente vivemos a mesma sensação, de forma mais grave pois entra no jogo do desastre a violência nos limita a ter pequenos negócios pois os assaltos são constantes, nos proíbe de andar sem medo e normalmente alguém é vitimado, situação que não consegue ter limites porque apesar do país responder por 11,46% dos crimes acontecidos no mundo no ano passado o governo finge que não tem nenhuma responsabilidade sobre o assunto, simples e friamente, ignora e nada é feito, e nem  cogita alguma solução. Viver no Brasil se tornou estressante, perigoso e quando se trata das pessoas mais simples as coisas se complicam porque diariamente são obrigados a enfrentar precárias conduções urbana com engarrafamentos frequentes que transformam qualquer percurso numa terrível  lentidão.

Em Portugal o cantor Ney Matogrosso deu uma entrevista que foi um verdadeiro desabafo.

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Confesso que é minha, também, a mesma magoa do Ney. No entanto, devemos ter a consciência que no regime democrático o povo tem o poder de mudar as situações, mas como fazê-la quando a população possui uma inconsciência que a educação não corrige? Fica difícil. Então, resumindo o Brasil é um país de povo involuntário e políticos espertos, o resultado dessa combinação é explosiva, esse está sendo o guia do nosso destino. O próprio Ney como pessoa esclarecida, na entrevista, não demonstra domínio de causa, como esperar de uma maioria dopada pela insipiência? Associado a esperteza dos políticos, existem no país as classes sociais, constituída de uma minoria mas que tem maior poder de barulho, e de formação de opinião, porém, todas com raciocínios estritamente marxistas. Dizer que todos os políticos são corruptos é um pensamento generalizado que está constituindo o país só de políticos corruptos, pois só os espertos se reelegem com maior facilidade por desatenção do eleitorado. Como um país pode atender os anseios de uma imensa população sempre na contramão com a condução da política econômica? Porque para os marxistas não é necessário eficiência na condução da economia, pois entre fugir dos conceitos marxistas e aceitar as leis de mercado, a primeira prevalece, mesmo que o destino seja o desastre, como se a matemática financeira do Estado fosse dotada de magia e as coisas só não acontecem de forma satisfatória por falta de interesse político. 

O desconhecimento fruto da ignorância é uma porta aberta para entrada de sedutores convencimentos socialistas que repudia quem exerce as regras do capitalismo praticado em países que alcançam o sucesso da prosperidade, com isso perdemos oportunidades com a crescente ameaça a extinção da estabilidade econômica conseguida no últimos anos do século passado, que não foi reconhecido nem mesmo pelo partido político que a construiu, quanto mais pela população que não se preocupou em preservar tão importante conquista entregando o país para os detentores de consensos anti capitalista, a consequência é o fracasso do desenvolvimento econômico brasileiro.  E agora como fazer tamanha festa quando o país imerge na decadência econômica e moral? 


Lula homenageado na Holanda como se tivesse mudado a face monstruosa do Brasil, quando teve oportunidade de faze-la por ter recebido um país estabilizado, no entanto durante seu governo ocorreu o relaxamento do equilíbrio fiscal, produzindo uma herança maldita a sucessora que se mostrou incompetente para recompor a estabilidade. Hoje o Brasil perde credibilidade e as contas públicas em avançado estagio de deterioração.


A situação não mudou, a miséria acabou nos contos do governo, e com a economia em queda o milagre continuará sem funcionar.

Poucos reconheceram na estabilidade monetária a causa de nossa passageira prosperidade na década passada, e na busca de uma exaltação ao discurso socialista os intelectuais socialistas espalhados em vários países, aceitaram e aplaudiram o esquerdista Lula como o propulsor da grande tarefa, conseguindo sem executar reformas necessárias, quando, ao contrário, constantemente agiu no sentido de piorar o ambiente de negócios e derreter a competitividade do país, mesmo assim, ganhou os louros de uma vitória que está cada vez mais distante de acontecer, o marxismo finalmente deu certo no Brasil.


sábado, 26 de abril de 2014

INDEFINIÇÃO QUE ATRAPALHA


Como acreditar que Dilma lutou por democracia quando não perde oportunidade para demonstrar amores por ditadores assassinos.

Em um ponto todos os políticos brasileiros são iguais, quando declaram que seu objetivo maior, na política, é lutar pelos mais pobres, pelo menos favorecidos, pelos excluídos e que lutam pela inclusão social, para isso vale tudo naquilo que a lógica parece ser politicamente correta como a “transferência de renda” com doações financeiras. A distribuição de dinheiro praticada pelo PT outorgada pela intelectualidade e pela maioria da população, sem o mínimo questionamento tanto da forma como foi aplicado como pelo cenário desfavorável que caminhava o presidente da república para uma reeleição em 2006, de repente, tudo mudou um presidente sem chances de se reeleger se tornou favorito e vence as eleições. Um presidente acusado de envolvimento em corrupções antes de ser eleito em 2002 com acusações de campanhas financiadas com dinheiro desviado das prefeituras paulistas governada pelo PT, acusações que nunca foram investigadas, ficando de concreto a morte do prefeito de Santo André, Celso Daniel e Toninho do PT.

Na lógica do capitalismo quando alguém ganha sem esforço é porque outro perdeu certamente este tipo de transferência de renda possui um lado desconfortável para a economia, nessa legião de beneficiários sem condições de se constatar critérios, conseqüência teria de surgir. No entanto, este processo de transferência de renda beneficia com maior intensidade o gestor, que se torna inimputável perante a grande maioria da população e passa a apresentar candidatos para o povo eleger formando uma classe política a sua semelhança. Quando surgem os escândalos a população perde a imparcialidade e se torna seletiva no momento da indignação, voraz quando se trata de outros políticos, e arrefece quando atinge o bem feitor.

Não passa na cabeça desses políticos que acertos na condução da política econômica são a forma mais viável de inclusão social, que neste panorama a melhoria do ganho salarial é a melhor forma de distribuição de renda. Mas por que lutar pela viabilidade da economia quando se tem os objetivos alcançados? O quase monopólio do eleitorado. É o sonho de consumo de todos os políticos, então, se é isso que eles buscam, por que arriscar em medidas antipopulares para melhorar a competitividade do país, quando algo sai errado, a população aceita uma desculpa qualquer. Este foi o palco da desconstrução da estabilidade econômica brasileira nos últimos anos. Para esses políticos não interessa o bem comum que seria a viabilização do país, enganar transparecendo à ação bondosa é o caminho mais curto. Abaixo está a população que, embora apregoem ao contrário, não passa de espoliação que tem ressonância na inocência popular cujos critérios de analise política não são de forma construtiva e sim de caráter imediato. Portanto, não há como haver, progressivamente, uma construção macroeconômica para o desenvolvimento.  Resumindo; o baixo esclarecimento da sociedade associado à esperteza dos políticos resulta no estrangulamento do processo de consolidação da estabilidade econômica, pois nem a educação corrige, tanto que possuir nível superior no Brasil não significa melhoria na percepção de critérios necessários para se qualificar um bom gestor.

Neste processo destrutivo a busca pela eternização do poder prevalece o comportamento do politicamente correto aplaudido pelos intelectuais e seguido pelos os “sem opinião” que no contexto é a grande massa. Nesta formatação surgem os  grupos ideológicos de esquerda que  se proclamam socialistas, todos  adoram essa alcunha, quase todos os partidos tem na sigla o S de socialista, social ou socialismo quando a  ocasião sugere trocar o S pelo L de liberalismo, mas como proceder dessa forma quando o único partido (PFL) teve que mudar de nome por sofrer a carga negativa de “neoliberalismo”, “partido de direita” ou “partido conservador”, é uma rotulagem que derrete um grupo político como vela na brasa porque esses termos foram propagados pelos socialistas e assimilado pelos “sem pensamento” como a demonização de comportamento político,  fogem da racionalidade, acham que o capitalismo pode ser hostilizado, que o cidadão não precisa ter produtividade, pois deve ser  o Estado o grande provedor da sobrevivência humana, tanto que nossas leis divide a população em dois grupos os que produzem que têm deveres, de pagar imposto, contribuir com o menos favorecido e os não produtivos só têm direitos. Sugerem que, os não favorecidos, fossem como uma condição divina e nunca a omissão pela busca de progresso pessoal através do esforço, isso compromete o futuro porque, atualmente, não se percebe esse estimulo aos adolescentes, pelo contrário são abolidas todas regras que disciplinam o comportamento dos adolescentes.

 Fernando Henrique Cardoso foi um presidente que a população não tem consciência do que lhe deve, foi um liberal para conseguir a estabilidade monetária, mas tem acanha disso, quer ser um esquerdista, não há consonância com o que fez e com o que fala, tanto que boa parte da responsabilidade da perda desta conquista, eu credito a ele e ao seu partido PSDB, por não terem o domínio da certeza e não terem defendido os avanços com o liberalismo, à dúvida foi o combustível para os adversários, no poder, desconstruí-los.

É no covil dos ditadores que a nossa democrática presidente se sente maravilhada, tramando tratados para ajudar o regime que democraticamente tem admiração.



Enquanto nossos interesses deveriam estar por aqui, pois somos uma democracia capitalista, no entanto, só queixas e reclamações para jogar confete a uma população insipiente.



Na verdade os “esquerdistas” necessitam da existência dos miseráveis para manterem o discurso, por isso não priorizam acertos na política econômica, nutrem um ódio pelo capitalismo como se este fosse o problema, não reconhecem que os avanços na medicina moderna, e etc., que buscam quando precisam, são do capitalismo e não do socialismo, enquanto isso o país deteriora moral e economicamente, sem a capacidade da população alcançar a percepção adequada da situação se tornando uma presa fácil das espertezas de gestores desqualificados.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PREVER FRACASSO DO GOVERNO NO CONTROLE DA INFLAÇÃO, É TORCER CONTRA?

Certas dificuldades que os países africanos possuem para evoluir também são nossas, reside na esperteza de poucos, e na cumplicidade involuntária da população, o desvairamento presente que nem sempre a educação corrige. No Brasil há um deslumbramento de poder do Estado como se a capacidade de realizar bondades só depende de “vontade politica”, quando deveria ser estimulado nas escolas um entendimento de que a gestão do governo é semelhante a de uma empresa, gastos de qualidades e dívidas arejadas, portanto, tenho falado da necessidade de acrescentar plano curricular do ensino médio o conhecimento de Contas Públicas.

A dívida interna brasileira assombra, não pelo seu volume, mas pela qualidade e pela má gestão do governo, o valor exato não se conhece, fala-se em R$ 2,2 trilhões, comparando com a dívida norte americana, tanto de forma absoluta como relativa, é muito baixa, a diferença reside na seriedade está na malandragem, no capricho ideológico que produz gastos de péssimas qualidades, tanto digo que  o problema não é a dívida é o orçamento federal, por, porque qualquer dívida nas mãos de um péssimo administrador é uma sentença.

A presidente Dilma atropela sua administração pelas suas prioridades pessoais, ideológicas, governa para ganhar dividendos eleitorais, faz nomeações estritamente pensando no voto, sua melhor execução é o programa Minha Casa Minha Vida, porque eleitoralmente produz bons resultados, não se acanha de quebrar a Petrobras para reprimir a inflação, protelou as privatizações para desconstruir adversários, cria programas populistas como Minha Casa Melhor, torna um Orçamento ruim cada vez pior e depois quer controlar a inflação com uma única ação -  aumento de juros, que aumenta o custo da dívida.


Com o péssimo orçamento não sobra dinheiro para investimentos em infraestrutura, e dezenas de anos com déficit em investimentos neste setor torna o país limitado para gerar oferta, agregando outros fatores como a burocracia crescente o cenário é desesperador é garantia certa de que a inflação será crescente, o infortúnio é a miopia da população.