sábado, 24 de maio de 2014

ARMADILHA DO BOLSA FAMÍLIA

Ninguém acredita que, no governo, pacotes de bondades se transformam em pacotes de maldades, a lógica que predomina no país é que, para o Estado, tudo é exequível, só depende de “vontade política” para ofertar sem cobrar esforço pessoal tudo que o cidadão necessita, mas a realidade é totalmente diferente. Quem faz uma crítica sobre o programa Bolsa Família, é, imediatamente, chamado de elitizado, burguês que não conhece a fome. Esse programa não foi criado pelo PT de Lula, meramente o nome e a massificação do programa que substituiu alguns programas sociais criado pelo governo anterior como Bolsa Escola, Vale Gás, etc. Mas, o carimbo é do bondoso Lula, na verdade ele se transformou no maior programa de compra de voto já visto neste país, quando mergulhado num escândalo de corrupção do mensalão em 2005 o governo agilizou o ingresso de aproximadamente nove milhões de beneficiários. Apoiado pela imprensa e pelos intelectuais latinos, em sua maioria, caiu no seio da sociedade como a solução dos miseráveis, que finalmente estaria fazendo o país mudar. Acontece que o programa administrado anteriormente procurava a certificação de critérios, no entanto,a necessidade veloz de incluir tantos eleitores foi impossível distinguir o carente formal do carente real. Observe nestes vídeos a diferença.

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Esta senhora é considerada uma carente formal porque certamente não possui ganho oficial, de empresária ou de assalariada, mas, muito longe distante de ser uma carente real, uma necessitada que sofre ameaças de fome ou "insegurança alimentar". Fala com a maior naturalidade como se fosse um  programa em distribuição de dinheiro.


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Esta outra senhora não possui carência real de "insegurança alimentar" porque o objetivo expresso é de comprar bens de consumo de alta qualidade.






Neste vídeo um boato conduziu milhares de beneficiários do Bolsa Família as agências da Caixa Econômica, pelo aspecto são pessoas aptas ao mercado de trabalho, tendo em vista que o governo propaga que "nunca na história deste país" a taxa de desemprego é tão baixa, também nunca na história da humanidade se viu algum país prosperar com políticas populistas dessa natureza.

No Brasil falar em esforço, meritocracia, livre competição é desaforo, os termos usados são direitos, cotas e benefícios é tudo, considerado, necessário para tornar uma população feliz. Na verdade o governo se transforma em Ineptocracia que é um sistema político de governo onde os incompetentes são eleitos pelos improdutivos em troca de bens e serviços redistribuídos dos competentes e produtivos, até que estes últimos estejam em menor número de tal forma que o sistema entra em colapso.

A maldade se transforma quando a desorganização nas contas públicas promove o pontapé inicial para o surgimento da inflação, como já está acontecendo, onde vivemos uma inflação produzida pelo governo que para escondê-la a reprime, dessa forma a inflação real é sempre maior que a inflação oficial, como os salários são reajustados pelos índices do governo o trabalhador, a cada ano, perde um pouco o poder aquisitivo.  Outros fatores alinhados torna progressiva a expansão inflacionária, e a bancarrota é inevitável, associado à combinação de dívida e política econômica equivocada é fatal, dessa forma, voltamos a necessitar de um presidente "ruim" em substituição dos "bonzinhos" dos últimos anos. 

sexta-feira, 16 de maio de 2014

AMBIGUIDADE DE PENSAMENTO

Como pode dar certo um país onde se pensa errado? O Brasil é um país que vira as costas para o “imperialismo”, porque o lucro é pecado, indiferente à Alemanha, Coréia do Sul, mas corteja Cuba, onde o raciocínio é induzido, prevalecem falsos consensos e condena-se a discussão na ânsia de impor à hegemonia do pensamento, onde tem empresário que se declara comunista e a presidente consegue fazer contrato vergonhoso de trafego de pessoas sob o olhar míope da justiça brasileira que se cala porque a contratada é Cuba, justiça povoada de advogados formados em escolas com doutrinação marxistas. Até mesmo as manifestações  transformam-se em vandalismo, quebra de agências bancarias, saques de lojas, queima de ônibus, uma sinalização de agressão ao capitalismo. Transcrevo um trecho da revista Veja edição 2371 pagina 82:

“A crise energética já faz parte do cotidiano de algumas grandes empresas. É o caso da americana Alcoa, uma das líderes mundiais de alumínio. Há um mês, ela anunciou a redução de 28% em sua capacidade de produção no país, com a paralisação de atividades nas unidades de São Luís e Poços de Caldas, e citou o aumento na eletricidade como um dos fatores determinantes para a decisão.”

Isso são resultados da aspiração de construir um Estado forte e capitalismo limitado, fugindo da racionalidade com os gastos públicos, como se o governo fosse financeiramente uma fonte inesgotável, pelo contrário dessa conexão socialista, o poder público não tem dinheiro, sobrevive de impostos sobre a riqueza gerada pelo capitalismo para os políticos gastarem, tamanho contrassenso quando não se leva em consideração as experiências mal sucedidas em países socialistas e os chamados “progressistas”, como a Venezuela que de tanto hostilizar o capitalismo virou um pandemônio, foi a sequência de equívocos quando não há qualidade e nem equilíbrio de gastos públicos, acontece à necessidade de aumentar impostos, que vai minando à competitividade e piorando o ambiente de negócios no país. No caso da Alumar a energia ficou cara por causa dos altos impostos, por conta disso e outros fatores, muitos empresários brasileiros se mudam para a Ásia.

Parece um problema sem solução porque a insipiência popular é uma escuridão, e a esperteza dos políticos é o guia para um jogo cujo objetivo é a permanência no poder, mas quando surgem às surpresas desagradáveis é fácil culpar razões distantes da realidade.

Um exemplo desse jogo de esperteza aconteceu recentemente quando o país, há menos de 25 anos atrás, vivia mergulhado numa crise inflacionária, parque industrial obsoleto, sistema financeiro quebrado e nível de investimentos próximo a zero, rumávamos para o desabastecimento e vivíamos uma alta taxa de desemprego, tudo, originariamente, por desequilíbrio nas contas públicas. No final dos anos noventa o governo conseguiu a estabilidade monetária procedendo à austeridade fiscal alcançando o equilíbrio fiscal e o saneamento do sistema financeiro, isso acarretou a volta de investimentos externo que a partir de 1995 cresceu espetacularmente até o ano 2000 atingindo U$ 36 bilhões naquele ano, valor altíssimo para quem nada recebia, a consequência foi à modernização do parque industrial e o país voltou a respirar com melhores índices de crescimento na primeira década deste século, como governo do PT manteve os fundamentos econômicos do governo anterior, cresceu a credibilidade do país, mas abandonaram a agenda FHC que passou a ser palco de críticas, a desconstrução do governo anterior para usurpação dos efeitos da estabilidade, a esperteza, e as lógicas ideológicas foram os novos conselheiros aos rumos a se seguir com a economia do país, tudo foi feito para transparecer que o início da nova ordem econômica acontecera a partir de 2003, muita encenação com a cumplicidade da mídia dependente de contratos milionários com o governo. Pelo contrário, os gestores de esquerda passaram a desconstruir lentamente tão importante conquista ferindo mortalmente o pilar mais sólido da estabilidade que é o ajuste fiscal, endividado o país vive, hoje, com contas deterioradas que para corrigi-las deverá priorizar a qualidade de gastos e novamente a recuperação do ajuste fiscal, no entanto, é o governo Lula considerado, pela grande parte do eleitorado como o benfeitor da prosperidade, esse raciocínio passou a ser difundido nas escolas e assunto de teste e provas avaliações do ensino médio, porque foi na sua gestão que os benefícios da estabilidade tiveram maiores consequência, muitos conseguiram empregos, adquiriram bens duráveis etc., mas foi no governo Lula que aconteceram os primeiros atos que trouxeram o retorno da inflação incessante e ameaças à manutenção dos empregos conquistados.


Transformar o Brasil em país socialista eu acho improvável, mas essa crença ideológica que habita nas mentes dos nossos mestres em universidades que formam a classe formadora de opinião do país, já está prejudicando mortalmente a economia brasileira.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

O MILAGRE ECONÔMICO DO PT

A insatisfação de muitos brasileiros com a Copa que acontecerá no próximo mês se justifica não pelo fato dos gastos, mas pela coincidência de uma festa que acontece no momento em que o país retorna para a condição de iminente fracasso na condução da política econômica tal como aconteceu no final do regime militar, quando a inflação resistente exibia sinais de fatalidade na economia sem que a população tivesse uma concepção adequada da situação, sentíamos que nada ia bem, que a saúde não funcionava, a educação de baixa qualidade. Atualmente vivemos a mesma sensação, de forma mais grave pois entra no jogo do desastre a violência nos limita a ter pequenos negócios pois os assaltos são constantes, nos proíbe de andar sem medo e normalmente alguém é vitimado, situação que não consegue ter limites porque apesar do país responder por 11,46% dos crimes acontecidos no mundo no ano passado o governo finge que não tem nenhuma responsabilidade sobre o assunto, simples e friamente, ignora e nada é feito, e nem  cogita alguma solução. Viver no Brasil se tornou estressante, perigoso e quando se trata das pessoas mais simples as coisas se complicam porque diariamente são obrigados a enfrentar precárias conduções urbana com engarrafamentos frequentes que transformam qualquer percurso numa terrível  lentidão.

Em Portugal o cantor Ney Matogrosso deu uma entrevista que foi um verdadeiro desabafo.

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Confesso que é minha, também, a mesma magoa do Ney. No entanto, devemos ter a consciência que no regime democrático o povo tem o poder de mudar as situações, mas como fazê-la quando a população possui uma inconsciência que a educação não corrige? Fica difícil. Então, resumindo o Brasil é um país de povo involuntário e políticos espertos, o resultado dessa combinação é explosiva, esse está sendo o guia do nosso destino. O próprio Ney como pessoa esclarecida, na entrevista, não demonstra domínio de causa, como esperar de uma maioria dopada pela insipiência? Associado a esperteza dos políticos, existem no país as classes sociais, constituída de uma minoria mas que tem maior poder de barulho, e de formação de opinião, porém, todas com raciocínios estritamente marxistas. Dizer que todos os políticos são corruptos é um pensamento generalizado que está constituindo o país só de políticos corruptos, pois só os espertos se reelegem com maior facilidade por desatenção do eleitorado. Como um país pode atender os anseios de uma imensa população sempre na contramão com a condução da política econômica? Porque para os marxistas não é necessário eficiência na condução da economia, pois entre fugir dos conceitos marxistas e aceitar as leis de mercado, a primeira prevalece, mesmo que o destino seja o desastre, como se a matemática financeira do Estado fosse dotada de magia e as coisas só não acontecem de forma satisfatória por falta de interesse político. 

O desconhecimento fruto da ignorância é uma porta aberta para entrada de sedutores convencimentos socialistas que repudia quem exerce as regras do capitalismo praticado em países que alcançam o sucesso da prosperidade, com isso perdemos oportunidades com a crescente ameaça a extinção da estabilidade econômica conseguida no últimos anos do século passado, que não foi reconhecido nem mesmo pelo partido político que a construiu, quanto mais pela população que não se preocupou em preservar tão importante conquista entregando o país para os detentores de consensos anti capitalista, a consequência é o fracasso do desenvolvimento econômico brasileiro.  E agora como fazer tamanha festa quando o país imerge na decadência econômica e moral? 


Lula homenageado na Holanda como se tivesse mudado a face monstruosa do Brasil, quando teve oportunidade de faze-la por ter recebido um país estabilizado, no entanto durante seu governo ocorreu o relaxamento do equilíbrio fiscal, produzindo uma herança maldita a sucessora que se mostrou incompetente para recompor a estabilidade. Hoje o Brasil perde credibilidade e as contas públicas em avançado estagio de deterioração.


A situação não mudou, a miséria acabou nos contos do governo, e com a economia em queda o milagre continuará sem funcionar.

Poucos reconheceram na estabilidade monetária a causa de nossa passageira prosperidade na década passada, e na busca de uma exaltação ao discurso socialista os intelectuais socialistas espalhados em vários países, aceitaram e aplaudiram o esquerdista Lula como o propulsor da grande tarefa, conseguindo sem executar reformas necessárias, quando, ao contrário, constantemente agiu no sentido de piorar o ambiente de negócios e derreter a competitividade do país, mesmo assim, ganhou os louros de uma vitória que está cada vez mais distante de acontecer, o marxismo finalmente deu certo no Brasil.