quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

SEXTA ECONOMIA



Finalmente o governo foi cauteloso em anunciar a chegada do Brasil como a sexta economia mundial passando do Reino Unido. Os governantes conhecem as nossas fragilidades e da extrema dificuldade que eles possuem em corrigi-las. Isso acontece por falta de uma agenda, porque o objetivo principal é a perpetuação no poder e para isso basta às transparências baseadas nas versões que o trabalho de marketing produz, e está dando certo.

As medidas para combater as nossas fragilidades são muitas delas impopulares, são medidas politicamente incorretas, portanto adiadas. Somos um país de potencialidades adiadas.

Sabe-se que, quem está dando certo é a China, nos vivemos da sorte de possuir o que eles necessitam para o seu desenvolvimento, principalmente minério de ferro de boa qualidade.

Nos últimos anos o PIB brasileiro tem crescido não só pelo aumento da produção, mas também por outros fatores, como:

Desvalorização do dólar;
Valorização das commodities;
Alterações na forma de medir o PIB ocorridas em 2003 e 2006
.

Como o câmbio influência no valor do PIB?

A Produção Interna Bruta é medida em Real, dividida pelo dólar temos o seu resultado.

Como em 2002 houve uma grande evasão de dólares em decorrência das incertezas com o governo iminente do PT que criticava a política econômica vigente, e ameaçava mudanças extravagantes conforme documento publicado, A RUPTURA NECESSÁRIA (dezembro de 2001), o dólar chegou ao valor de R$ 3,55 em dezembro de 2002. Atualmente com o dólar de R$ 1,86 faz o nosso PIB crescer bastante.

A nossa crítica a esse governo possui três vertentes principais: A primeira com relação a racionalidade dos gastos, a segunda pela forma de distribuição de renda que prioriza, a terceira por falta de ações tonificantes para economia (reformas).

No início do seu governo Dilma pensou em ampliar o número de ministérios, agora fala em enxugar reduzindo a quantidade. Muito bem, é um acerto que só está fazendo porque no primeiro ano de seu governo ela viu crescer extraordinariamente os gastos com custeio. Melhor gestora que seu antecessor ela sabe que caminhamos em direção à Grécia, caso não seja recuperado o ajuste fiscal abandonado pelo Lula. Mudou não por uma agenda de contenção, mas pelas circunstancias.

O bolo formado continua crescendo, quanto ao acesso, em um país capitalista como o nosso, deve acontecer pela educação. Essa é a forma mais sadia de distribuição de renda, pois proporciona maiores fatias do bolo, e ainda serve de estímulos para a busca do conhecimento. Nesse ponto o governo se move numa lentidão astronômica, se perde não só nos recursos financeiros como na gestão. O Ministério da Educação não consegue executar um teste do ENEM sem problemas. O ENEM é muito importante no processo, mede a qualidade das escolas, identifica pontos fracos passiveis de correções, etc. Isso acontece porque o governo não quer contrariar os sindicatos de professores que lutam pelo corporativismo. Os avanços na Educação nos nove anos petista, ficou aquém dos oito anos de austeridade fiscal. Mesmo assim o ministro deverá ser promovido a prefeito de São Paulo. Não interessa a competência prevalece a camaradagem.

Sem a evolução educacional o país continuará na necessidade de manter o bolsa família, como meio de distribuição de renda, existe o perigo da acomodação e para os governantes fica a gostosa imagem de bonzinhos, cooptando os votos de milhões de eleitores, desestimulando o próprio governo em ter presa por mudanças.

Os valores financeiros convencionados no Brasil, que retira um cidadão da linha da miséria, no Reino Unido, permaneceria no mesmo lugar, não moveria. Portanto, continuaremos, em termos de bem estar, muito distante dos países que estamos superando em volume de produção de riqueza, mera ilusão.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

BELA FAXINEIRA


Era uma vez, naquele tempo, uma moça morena, muito bonita, possuía um belo corpo e altura proporcional. Tudo nela era muito bem, no entanto ela detestava seus cabelos crespos bem enroladinho e sonhava com eles liso, até que começou a surgir produtos que tornavam os cabelos lisos, ela correu a um salão de beleza e solicitou um alisamento que prontamente foi atendida. Balançando seu cabelos, a moça saiu de lá muito contente e julgava que finalmente estaria tudo resolvido e que daí por diante os fios de cabelos nasceriam lisos e belos. Para sua surpresa os cabelos nasceram como antes, encaracolados, decepcionada ela ficou triste mas alguém lhe informou que era em decorrência da genética.

Esse fenômeno genético vale para todas nossas reações, inclusive para nosso caráter. Mas parece que a presidenta não leva isso em consideração.

Em 2006 houve uma tentativa de comprar por um valor milionário um dossiê montado para desmoralizar o então candidato José Serra a prefeitura de São Paulo e beneficiar o candidato Mercadante. Não se pode acusar que foi o ele o autor, porque nada foi investigado, não interessava às elites políticas dominantes. Mas se pode afirmar que o dinheiro 1,7 milhões de reais foi encontrado numa mala em poder do braço direito de Mercadante, o Hamilton Lacerda. Não seria prudente por parte de Dilma Rousseff, que tanto detesta o “mal feito” nomeá-lo ministro após os devidos esclarecimentos?

Ainda pensa em promoção, para ele, com o Ministério da Educação. Boa Educação!

Talvez a presidente acredita que os indesejáveis fenômenos genéticos só se manifestam fora do seu governo, por isso tenha nomeado tantos ministros que teve de demitir em seguida, devido às denuncias de corrupção e, frente à opinião pública, se passar por faxineira
.
Por essa razão, ela tanto defende o comportamento de Pimentel, cuja acusações ocorreram fora de seu governo. São lições que se aprende de acordo com a conveniência, esse, parece ser o comportamento da ex-guerrilheira.

domingo, 18 de dezembro de 2011

GANGORRA


Com a divulgação do crescimento do PIB no terceiro trimestre de 2011, zero, resta ao governo continuar em ações de marketing para driblar a pouca visibilidade da população com promessa do retorno bem mais vigoroso do PIB no próximo ano. Falam em crescimento de 5% para 2012. Tanto o ministro Guido Mantega como a própria presidente Dilma Rousseff. Assim acreditam porque a desaceleração foi causada pelo próprio governo.

Não é bem assim. Na economia não prevalece só a matemática exata. Subtraindo 4 pontos de 7 ficam 3, voltando a acrescentar 4 pontos retornamos para 7.

Acontece que o governo foi obrigado a desacelerar a economia porque a inflação estava avançando.

O astronômico crescimento de 2010, (assim propaga o governo) 7,5% provocara a inflação. É uma taxa de crescimento necessário para se alcançar o Desenvolvimento Econômico. Porém, medido sobre um crescimento anterior (2009) de -0,6%, não se torna tão fantástico assim.

Devemos recordar que o governo só procedeu a desaceleração em decorrência da inflação, porque faltaram procedimentos no governo Lula de racionalidades de gastos e reformas. O interesse era manter alta popularidade, que necessariamente fugiam de ações dessa natureza. Viver em palanques destorcendo ações corretas do governo anterior era o prazer do carismático Lula. As ações necessários ficaram esquecidas e adiadas, dessa forma permanece. Vejamos um trecho da revista Veja de 14.12.2011.

“Segundo números compilados pelo diretor do órgão Contas Abertas, Gil Castello Branco, as despesas com a máquina governamental e com funcionalismo foram ampliadas em 83 bilhões de reais nos onzes primeiros meses deste ano, na comparação com igual período do ano passado. Já os investimentos do governo federal e das empresas estatais, essenciais para o aumento da produtividade na economia, tiveram decréscimo de 17 bilhões de reais”.

Pelo exposto se verifica que o governo Dilma é o continuísmo do anterior na essência. Sem priorizar investimentos em infra estrutura o país não poderá crescer sem o surgimento da inflação.

Como acreditar que o Brasil crescerá no próximo ano de forma sustentável? Escancarando mais o crédito? Que apresenta taxas crescente de inadimplência. Certamente o governo, novamente, terá de pisar no freio do crescimento econômico para evitar maior descontrole do dragão inflacionário.

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

GESTÃO



A Executiva Nacional do PT chegou a um consenso e redigiu uma “resolução” num verdadeiro delírio, conversa fiada de sempre, na tentativa de manipular o raciocínio da população em decorrência do pouco esclarecimento que leva a maioria dos eleitores no julgamento das definições do que é uma gestão eficiente. Vejamos alguns trechos.

"O mundo está imerso em uma crise profunda, de longa duração e de conseqüências imprevisíveis. Trata-se de uma crise do capitalismo neoliberal, acentuada pelo declínio da hegemonia dos Estados Unidos”

Só para informar aos escribas da Executiva do PT, não se pode escrever o que se quer tentando construir uma verdade. A crise de 2008 foi uma crise no Capitalismo. A crise atual é uma crise de Estado cuja deterioração financeira contamina o Capitalismo.

“Frente a esta crise, os governos dos Estados Unidos, da Europa e do Japão insistem em soluções neoliberais e acentuam um comportamento imperialista, que visa ter controle sobre regiões produtoras de matérias-primas”.


Ao atacar o neoliberalismo, a preocupação não é defender uma solução e sim defender um discurso ultrapassado.

“Ao reconhecer que “é mais fácil falar do futuro do Euro do que o do PSDB”, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso reconheceu a profunda crise programática do neoliberalismo brasileiro. Descreveu a nau sem rumo em que se converteu o principal partido da oposição conservadora do país. Se o Brasil ainda estivesse sob o jugo dos tucanos estaria arremetido no turbilhão da crise internacional, com milhões de desempregados e se veria face a novas privatizações e ameaças à soberania nacional”.


Fernando Henrique Cardoso falou assim sobre o PSDB, porque é uma pessoa espontânea. Se o país ainda se encontra em pé é graças às privatizações, austeridade fiscal, e reformas ocorridas no passado, que o PT paralisou e por isso estamos caindo rapidamente na crise. Veja o crescimento do terceiro trimestre ZERO, inferior aos países em crise.

A preocupação de documentos com esse, não é só conteúdo propriamente escrito, mas o efeito anti educativo. É a asneira que felizmente é pouco lida. É o caráter do soberbo, do incapaz que quer se exaltar a sua inabilidade.

Deixo aqui um aviso aos navegantes. O Lula é um excelente articulador político para quem não se importa com os meios, mas como gestor ele é mais pesadão que um elefante, é na verdade uma múmia. Agora estão se esgotando os efeitos das ações dos governos anteriores que proporcionaram uma melhoria na economia. Dilma também é pesada, um pouco menos, se move um pouco mais. No entanto se movimenta pela circunstância, não governa, é um tapa buraco.

O governo acredita alavancar a economia brasileira através de estímulos de demanda. O país não tem, como maior problema, falta de demanda, e sim de competitividade. Estimular o consumo é estimular as importações. Faltou sequência em termo de ações de gestão, o que faz desse governo inábil para atacar esse grande problema.

domingo, 11 de dezembro de 2011

PEC 29


Seria uma garantia da permanência de investimentos na saúde em torno de 10% da arrecadação de impostos, pelo governo federal, como acontecia antes do governo petista. Seria o desejo dos petistas quando eram opositores. A essência ficou no seria com a aprovação da PEC 29 pelo senado na semana passada. A ameaça de aprovação desta PEC foi o terror da Presidente durante a movimentação do Congresso neste ano. Não deveria ser. Porém tudo ficou com o governo queria porque retiraram na última hora a obrigatoriedade da União gastar 10% dos impostos na saúde. No entanto, permaneceu a obrigatoriedade para os Estados de 12% e Prefeituras de 15%.

Mais uma vez a pratica desassocia do discurso.

O problema é a falta de recursos.

Assim diz o governo.

Eu digo que é falta de definição de prioridades.
Gastar bem ou promover gestão eficiente na saúde não gera voto como distribuição de dinheiro. Faltam recursos sim, porque bilhões são gastos
em ONGs para a corrupção. O Governo não se atreve a promover um arejamento no Programa Bolsa Família, prefere fazer Medida Provisória garantindo aos beneficiários deste Programa que se formalizam no Empreendedor Individual garantindo à continuidade de beneficiário. Indenizações extra-judiciais de ex-guerrilheiros e seus familiares, e aqueles considerados perseguidos do Regime Militar. Pagamento de salários em valor superior a quem trabalha para familiares de criminosos condenados. Excesso de ministérios etc. Assim a pesada carga tributária se torna insuficiente e a solução para o governo é aumentar impostos.

Enquanto Dilma expressa desejo contrário na mídia, nos bastidores articula-se a criação de um novo imposto para aprovação em 2012.

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

REPRISE


Fui otimista com relação ao resultado do PIB do terceiro trimestre deste ano e falei neste blog uma taxa de 0,3%. Finalmente saiu hoje o resultado oficial 0%, zero.

Para dar essa informação a mídia procura justificar os resultados. No Bom Dia Brasil o Chico pergunta para Mirian Leitão.

Isso é bom ou é ruim?

Gaguejou um pouco mais respondeu culpando a crise externa pelo resultado ruim.

No mundo globalizado é impossível o país não ser afetado por uma crise como se desenha nos países ricos. Mas não era para tanto. A China também sentiu e, deve cair o crescimento de 10% para 9 ou 8,5%. Continua com excelente crescimento, a Índia deve cair de 8% para 7%. O Brasil de 7,5% para 3%, ou menos. É um tombo. Porque, é o melhor preparado para enfrentar a crise. Assim ela diz. O agravante está na velocidade, enorme, tanto que crescemos menos que os EUA 0,5% no terceiro trimestre, como crescer menos que um país em crise?

A falta de uma agenda, o baixo nível de investimento em infra-estrutura e afrouxamento fiscal feito pelo presidente anterior, o Lula, a consequência estamos assistindo o país não pode crescer. Se crescer a inflação avança, tanto que foi o próprio governo que começou esse desaquecimento. A inflação baixou mas, não atingiu o centro da meta. Então, volta-se a estimular o consumo para recuperar o crescimento do PIB, novamente a inflação vai retornar. Essa gangorra na economia é muito perigosa, porque a solução mais imediata do governo é procurar conviver com a situação, tentar mascarar os verdadeiros índices inflacionários, com alterações na forma da medição, etc. Por exemplo, no próximo ano, o aumento do salário mínimo que será de 14%, e, inflação imobiliária em torno de 12% terão peso menor no IPCA doque atualmente.

A agenda desse governo é distribuir simpatia e angariar popularidade. Este filme é uma reprise.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

IDEOLOGIA



O governo continua na promoção do otimismo sobre a economia brasileira. “O Brasil está blindado contra crise”. Diz a presidente, que o país está melhor do que em 2008 etc. A mídia fala em forte crescimento da economia brasileira, mas os números recentes contrariam todas essas afirmativas. No terceiro trimestre os EUA, que estão mergulhados numa terrível crise, cresceu 0,5%, enquanto o Brasil cresceu somente 0,3%, demonstra que o Brasil é dos emergentes o primeiro está se rendendo à crise.

Ninguém pode negar que o país melhorou a após a estabilidade monetária. Como muitos economistas afirmam que isso aconteceu porque o país fez a “lição de casa”. Os petistas reclamam esses feitos.

Essa “lição de casa” foram as privatizações, abertura de mercado, e austeridade fiscal para alcançar o equilíbrio de contas públicas, etc. Dessas ações o PT sempre se colocou contra e destilavam críticas e votaram contra a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Alcançar o equilíbrio fiscal não significa o ponto final da austeridade fiscal, porque concorremos com um país que vive naturalmente fazendo isso o tempo todo, a China, a conseqüência é ganho cada vez maior de competitividade.

Com o escândalo do mensalão em 2005 o ex-presidente se deparou com a necessidade de investir no populismo e não teve dúvidas em ampliar ações que oneraram ainda mais o Estado, quando deveria combater o pesado ônus financeiro que a Constituição impõe ao país.

Por essa razão o Brasil enveredou por um caminho de baixos investimentos em infra-estrutura e, uma necessidade cada vez maior de uma pesada carga tributária, ferindo gradualmente a nossa competitividade, acarretando um lento processo de desindustrialização.

Vivemos de commodities que quando sobe de preço a economia cresce melhor, e quando cai derruba o índice de crescimento.

O nosso drama é que o governo vive da bravata, da colheita do plantio no passado e nada faz de concreto para solucionar o nosso problema de competitividade, não pode, é impossível por uma questão de prioridades ideológicas.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

TOMA LÁ, DÁ CÁ



A revista Veja com data de 05 de outubro de 2011 fala na Coluna RADAR uma nota que merece atenção da sociedade brasileira.

Nos braços de Sarney

"Há mais ou menos um mês, quando já estava envolvida na peleja do PSD no TSE, a ministra Nancy Andriighi foi até José Sarney pedir seu apoio na disputa pela indicação de Dilma Rousseff para a vaga de Ellen Gracie no STF. O encontro - ocorrido às margens do Lago Paranoá, na mansão de Sarney – alimentou a imaginação dos que acompanharam o empenho de Nancy para assumir o caso PSD no TSE e depois elaborar seu famoso relatório. É que Sarney trabalhou como ninguém pelo PSD”.

Dessa forma a justiça cega, sempre dá um jeitinho de olhar a quem beneficia. É a potencialização da promiscuidade entre executivo, legislativo e judiciário. Sendo verdade Nancy Andriighi já pode ser considerada impedida da nomeação. Há uma tremenda confusão num processo que deveria ser da Justiça exercer a seleção da lista tríplice, e por gentileza levar à presidenta para escolher. È o controle do executivo, a influencia dos poderosos na justiça que, também, a torna inconfiável. A República passa a ter meia dúzia de proprietários.

Atitudes dessa forma fortalece a necessidade da atuação do Conselho Nacional de Justiça que poderia interceder na forma como se escolhe Ministros do Supremo
Tribunal e dos Tribunais Superiores.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

INVERSÕES DE VALORES



O professor Emmanuel de Jesus Saraiva, durante 6 anos esteve, em missão, em Moçambique, na África, ex colônia de Portugal e o resultado foi um livro: História e Cultura Africanas oportunidade que descreve sobre a história e a vida de Moçambique.

Em 1975, os moçambicanos expulsaram os portugueses para se tornar um país independente comunista, com a promessa da Rússia de que, dessa forma, alcançariam a justiça social com a implantação de um novo sistema orientado por uma economia planificada. Depois de alguns anos de destruição de uma economia incipiente que estava sendo montada pelo portugueses os moçambicanos se viram mergulhados na fome e no abandono dos russos de uma forma tão cruel que sentiram falta dos colonizadores, resultando numa guerra civil que demorou 17 anos. Todos esses anos de atrocidades, que terminou com assinatura de paz porque os dois lados estavam falidos, sem condições nem de alimentar seus exércitos. E a responsabilidade da Rússia, onde ficou? No silêncio, na omissão e na inconsequência. O resultado pode ser visto em países como, Coréia do Norte, Cuba etc. O mais grave não foi a desconstrução econômica desses países, mas a cultura ideológica deixada que dificultará a reconstrução.

São inúmeras histórias de truculências fortuitas que nos leva a indignação. Teve sorte a Alemanha Oriental que enquanto tocava sua experiência comunista, a Alemanha Ocidental trabalhava, enriquecendo ao ponto de assumir a irmã falida. Os chineses se depararam com fome extrema, e como solução abraçaram um capitalismo selvagem, autoritário e escravizante, que tanto demonizaram. Só promulgaram uma legislação trabalhista a partir de 2009 por pressão da OMC.

O Brasil teve sorte ou azar de não ter submergido neste mundo? Como estaríamos se os militares tivessem deixado João Goulart conduzir o país à sua ideologia?


Em Moçambique morreram 3 milhões de pessoas nas formas mais cruéis possíveis. Estrangulados, mulheres de seios cortados para morreram a míngua, pessoas jogadas em poços profundos para morrerem lentamente etc.

Moçambique possui um PIB de 17 bilhões de dólares e uma população em torno de 20 milhões de habitantes, portanto um per capita de menos de mil dólares. A nossa economia como estaria hoje?

Conta o professor Saraiva que quando chegou na escola em Moçambique encontrou para alimentar 32 alunos um pequeno peixe e um punhado de farinha de milho. Cozinharam o peixe com bastante água e tempero, jogavam o caldo quente em cima da farinha e assim se alimentavam.

Então, o novo diretor da escola teve uma idéia lógica, incentivar os alunos a plantar e pescar. Como a escola tinha um bom terreno poderia ser utilizado para plantio. Mas a reação contrária foi imediata. Disseram: “passamos 500 anos sendo escravizados pelos portugueses, agora não seremos escravizados por um brasileiro”. Dessa forma o diretor Saraiva levou um bom tempo para convencê-los. A mentalidade herdada, talvez tenha sido o pior do pós comunismo que dificulta a reconstrução do país que tenta o retorno democrático. A idéia de que alguém deve produzir para dividir. Que a propriedade não deve ser respeitada, o capitalista não pode acumular, as posses são de todos, portanto, deve ser dividido, dificulta a iniciativa privada e a reconstrução.

O Brasil escapou dessa aventura trágica. No entanto existem intelectuais que ainda não se convenceram da tragédia e, politicamente, fazem apologia ao sistema. Apostam na falta de esclarecimento da população. Como o mundo dá voltas, é importante permanecer sempre consciente dessa perversa experiência vivida por outros países.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O JUDICIÁRIO DO BRASIL



Parabéns para a ministra Eliana Calmon, do Supremo Tribunal de Justiça, ao afirmar que há bandidos escondidos atrás de togas.

Essa declaração é preocupante, pois não é gratuita. Trata-se de uma pessoa conhecedora da poderosa e necessária engrenagem que constitui o Judiciário, umas das instituições fundamentais para garantir a Democracia. Ela assinou, em 2006, ordens de prisão dos investigados da operação Dominó em Rondônia que envolvia o desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia Sebastião Teixeira Chaves, juiz de Direito José Jorge Ribeiro da Luz.

Comportamentos dessa natureza praticada por uma minoria é o suficiente para exalar, numa instituição tão importante, o odor da inconfiabilidade, portanto o combate dessas práticas sempre deve merecer a atenção e apoio da sociedade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

VERSÕES



Competitividade, essa é uma palavra bastante citada neste blog, tanto que uma twiteira cumprimentou-me: olá competitividade. Infelizmente as pessoas não se deram conta do tsunami na economia que a falta dela pode causar. Acontece de uma forma mais lenta causando pequenas erosões, mas que produz desabamentos consideráveis.

No processo administrativo do Brasil a partir do governo Collor de Melo, excluindo o desastroso Plano Collor, “foi iniciada uma das partes mais importantes da agenda de modernização do Brasil. Abertura comercial, a negociação da dívida externa e a privatização, foram passos essenciais para estabilização” Miriam Leitão. Os governos seguintes promoveram a estabilidade consolidado no segundo mandato de FHC. No governo posterior, o prosseguimento seria a continuidade na sempre busca da melhoria na competitividade, para tanto, deveria continuar na desoneração do Estado para uma eficiente reforma tributária. Aconteceu o inverso. O Estado foi onerado, agigantado, mais ainda, com apoio do eleitorado. A falta de esclarecimento é uma arma apontada para nossas cabeças.

Os entraves burocráticos são lentamente contornados permanecendo quase inalterados, as vezes julgados desnecessários porque para ser um bom presidente basta uma boa popularidade e para se alcançar isso, um bom marqueteiro e herança de uma situação fiscal confortável, transparece os resultados gerado na economia de ações de quem está no lugar certo no momento certo. Assim valem as versões e não os fatos. Fizeram traduções ao sabor da esperteza e ações relevantes e necessárias, para a estabilidade, foram criticadas, condenadas, porque assim era a lógica da população.

Outro componente que deixou o país fora da competitividade foi à aplicação dos recursos financeiros, nos últimos anos, sem priorizar infra-estrutura. Hoje temos uma logística onerosa.

E agora? Quando Dilma percebe um barranco enorme desmoronar, toma medidas esdrúxulas, para estancar o crescimento da economia, e ainda festejam, o Tombini (presidente do Banco Central) respira aliviado com sinais de desaquecimento. A mídia joga para a população como se fosse “o sucesso”. A economia apresenta sinais de desaquecimento” ouve-se na globo news em tons de vitoria. É a inflação que ameaça retornar e jogar no esgoto todo o sacrifício vivido nos últimos anos do século passado, e conseqüentemente devolver para faixa de pobreza os milhões de brasileiros que a estabilidade monetária retirou de lá, que a presidenta no jogo da sabedoria diz: “Nós tiramos 40 milhões de brasileiros...”.

Ainda sem conseguir estancar o primeiro vazamento, surge o segundo estrago, que a falta de competitividade, silenciosamente, produziu o início de uma desindustrialização. A crescente invasão de produtos industrializado leva o governo a criar uma Lei diferenciada do IPI, mesmo sabendo que pode ser questionada na OMC, ou quem sabe isso se resumirá num presente para Argentina e México. Mas o otimismo que o governo passa para a população é muito intenso, talvez seja estratégico para sua popularidade.

Não é o fim do mundo. Tem solução. O partido que está no poder tem muita flexibilidade. Na verdade eles não estão mudando o Brasil como apregoam. É o Brasil que está mudando eles. Foram preparados para governar com outros valores, só quando chegaram ao poder começaram a mudar, perceberam que seus discursos eram ultrapassados e suicidas.

Criticaram o Neoliberalismo e estão aceitando muito lentamente este processo. Postergaram privatizações e só fazem mediantes as exigências das circunstâncias. È uma administração temerária, se continuar assim, seremos devorados pelo tsunami.

A administração petista nada tem a criticar a administração passada, pelo contrário, o que ameniza a nossa situação, além da estabilidade e dos fundamentos econômicos, foi o incentivo de investimento privados em setores estratégicos deste país que só pertenciam ao poder público, como em energia, estradas, portos etc. produzida no governo anterior. Essa parceria pública privada demorou a fluir com velocidade neste governo, e ainda não possui uma velocidade desejada.

Não custa repetir, um exemplo é o Trem Bala que se for viável, certamente um grupo privado poderá fazê-lo.

Para concluir, a sociedade tem que observar a qualidade de gastos excessivos do governo, contra pacotes de bondades que normalmente se transformam em pacotes de maldades, pois se continuarmos errando para depois tentar acertar, a conta virá para nós e, vai ser mais fácil os Estados Unidos sair da crise do que agente permanecer fora dela.



Obs 1: Falei que a estabilidade monetária consolidou-se no segundo governo de FHC. No entanto, muita gente diz: “Foi o Itamar quem lançou o Plano Real”. Verdade, mas lançar um Plano Econômico pouco significa. Os méritos estão nas medidas tomadas para o plano fluir vitoriosamente e não se quebrar, como aconteceu nos planos anteriores. Austeridade fiscal feita pelo FHC, foi essencial, desgastou-o politicamente, mas fomos salvos.

Obs 2: Sou repetitivo nesta parte de nossa historia porque enquanto pelo menos 51% do eleitorado não entender esse processo seremos presas fáceis de políticos espertos e ineficientes. Viveremos sempre sob ameaças de retrocesso.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

BRAVATA



Nem sempre tudo sai como se planeja, no pacote de assuntos previsto para a presidenta Dilma Rousseff derramar na plenária de Assembléia Geral da ONU nesta quarta-feira dia 21 de setembro, existem dois assuntos que terminaram ofuscados. A primeira sobre o otimismo do crescimento econômico brasileiro, que de praxe, procurando transparecer que acontece com esforços do seu governo. O FMI soltou uma nota no dia anterior sobre o rebaixamento da previsão do crescimento da economia brasileira que deverá ficar abaixo da média mundial.

Vamos dividir do mundo em 3 blocos. Os ricos que estão com problema de endividamento, e conseqüentemente com dificuldades de crescimento. Os emergentes aqueles que se organizaram e estão em flanco crescimento, e os inertes aqueles que continuam resistindo às leis do capitalismo e permanecem com crescimento insignificante ou mesmo recessão.

Comparando ao bloco onde situa o Brasil nada temos a comemorar. No entanto, o governo prefere continuar a utilizar os parâmetros do primeiro grupo e assim arrotar importância porque cresce mais que os países ricos.

A segunda foi alei de acesso a informação que o Congresso não aprovou a tempo da Dilma falar sobre o Portal da Transparência no Brasil. Pelo visto terá problemas de passar no senado, pois os amigos do momento Collor e Sarney defendem o sigilo eterno. A sociedade deveria protestar.

O Estado Palestino é uma unanimidade, o problema é definir os limites. É uma situação difícil de solucionar, para os Palestinos só tem uma saída a retirada de Israel. Como reconhecer um Estado sem área territorial definida. A presença judaica na Palestina remonta ao segundo milênio antes de Cristo.

sábado, 17 de setembro de 2011

GOVERNO PARALELO



Irritado com as vaias no ABC paulista, dia 16 em Santo André, o ex-presidente Lula falou gritando: “Gritar é bom, mas ter responsabilidade é muito melhor”. Fazer campanha antecipada, para ele, é muita responsabilidade, pois no momento estava acompanhado de Fernando Haddad seu candidato pessoal a prefeitura de São Paulo.

Em discurso Lula continuou: “Eu duvido que na história deste País um ministro da Educação tenha se dedicado 10% do que esse rapaz se dedicou”. Será que é por causa do PROUNI? Sancionado em 2004, que ainda hoje é considerada a maior façanha que, o governo petista, tem como avanço na educação, embora tenham sido contra o incentivo às Universidades privadas, quando eram oposição, sem Universidade privada haveria PROUNI? O ENEM criado em 1998 promete uma evolução na melhoria do ensino médio nas escolas privadas.

“Se esses jovens tivessem feito a reivindicação no meu governo, possivelmente teriam sido atendidos e não estariam aqui com essas faixas”. Será que está querendo provar que é melhor que a sucessora? ou está querendo dizer que a afilhada é incompetente por não conseguir ampliar os recursos para educação. Esqueceu que deixou o país a beira da inflação e que a austeridade fiscal que Dilma ensaia fazer é uma tentativa de eliminar o herdado desequilíbrio fiscal, um dos componentes inflacionário.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

GESTÃO


Como ferramenta para avaliar o ensino médio o ENEM foi criado, com críticas da oposição, em 1998 e atualmente serve para acesso ao ensino superior, torna explicita as melhores escolas e as piores escolas, e poderia ser utilizado pelo MEC para pressionar as escolas fracas a se qualificarem.

A disputa gerada por uma posição melhor no ranking, é, certamente, edificante para o ensino brasileiro, e demonstra que não é só falta de recursos o problema da nossa educação, saúde etc. Um grande problema é a gestão, basta observar que o Piauí, com o segundo lugar no ranking, um Estado pobre que se destaca apresentando 3 escolas com pontuação acima de 700 na média total, sendo superado somente pelos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, O que faz o Piauí se destacar? Certamente não são recursos financeiros. É a determinação que leva a uma gestão eficiente. Seria o momento, do governo, perceber que a premiação dos professores das escolas públicas com melhores pontuações poderia servir de estimulo a melhores resultados, sem prejuízo de outros componentes como salário, carreira e informação.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

DIRETAS

Tem momento que o mercado parece uma criança, ficar surpreso porque Dilma interferiu no Banco Central para diminuir juros, era esperado, afinal quando ela não aceitou Meireles para o Banco Central e preferiu um funcionário de carreira estava explicito as intenções.
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Enquanto no Chile os estudantes fazem protestos para melhorar uma educação que já é superior a nossa, aqui no Brasil os estudantes promovem quebra-quebra porque a passagem de ônibus passou de R$ 1,90 para R$ 2,10, comprova que a pequenez da nossa educação é perigosa.
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A preocupação do governo é justificar a lentidão da nossa economia e apresentar o culpado ou os culpados. A China, a Índia, Chile não tem esse problema. Somos piores?
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Quando Dilma fala: Se ganhar as eleições me empenharei pela PEC 29, ela quis dizer: se ganhar as eleições não me empenharei pela PEC 29.
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Quando acontece algum problema na economia , a bolsa cai, ou índice de crescimento diminui, a imprensa se apressa em justiçar que o Brasil pega carona com os Estados Unidos ou com países da Europa. Por quê o Brasil não pega carona só com a China e Índia?
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Taxa de crescimento de 4% para países desenvolvidos é ótimo ou mesmo perigoso, para países emergentes é razoável ou ruím. Portanto não se pode comparar o crecimento do Brasil com EUA ou países europeus.

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sábado, 27 de agosto de 2011

RECORRÊNCIA


Fernando Henrique Cardoso "Jó" dos nossos tempos



Qualquer pessoa que lê nosso blog percebe o descrédito neste governo, imediatamente a lógica convencional pode levar a crê que se trata de uma cisma partidária oposicionista. Garantimos que não possuímos bandeira partidária. A nossa opinião política decorre, ao longo de muitas décadas, da impossibilidade do nosso país alcançar um nível de desenvolvimento que permita uma vida melhor para quase totalidade da população, e a permanência consolidada de bolsões de pobreza principalmente aqui no Nordeste.

Enquanto isso muitos países, em posições piores, avançaram à nossa dianteira com velocidade admirável como é o caso da Coréia do Sul, atualmente a China, Índia, Peru, Chile etc.

Vivemos o otimismo de sermos a sétima economia do mundo, quando na década de setenta festejávamos a oitava posição. Por quê tão pouco avanço em 40 anos? Para quem viveu o tsunami da hiperinflação nos anos oitenta e metade da década seguinte, os horrores vividos, quando o empresário preferia vender a empresa e aplicar no overnight do que produzir; ou não vender sua mercadoria na esperança de ganhar mais no dia seguinte; adquirir um bem durável era muito complicado até mesmo para quem possuía empregos razoáveis. São situações que não queremos reprise. Daí a preocupação de buscar explicações. O que acontece com o Brasil?

A história da vivencia republicana nos possibilita muitas informações que podemos juntar a esse jogo de xadrez, e a observância no comportamento dos países que dão certo complementa a formação da nossa opinião.

Tivemos períodos, ou bolhas de evolução. Aconteceu no governo de Rodrigues Alves (1902/1906), por ter herdado uma administração organizada e inflação controlada executado pelo antecessor Campos Sales. O início da industrialização no primeiro governo de Getúlio Vargas. (1930/1945). Algumas reformas administrativas no segundo governo Vargas (1951/1954). Durante o governo de Juscelino Kubitschek (1956/1961). No milagre econômico dos militares no governo de Garrastazu Médici (1969/1974).

O Plano Real lançado no final do governo Itamar, (1990/1994), consolidado por FHC, que teve maior mérito, Tanto por ter sido o Ministro do Itamar que deu certo, como pela coragem de proceder austeridade fiscal, é uma oportunidade concreta de uma mudança e de crescimento sustentável, porque nele foi combatido a maioria dos vícios contidos nas administrações passadas que impediam a nossa evolução econômica, como desequilíbrio nas contas públicas, estatização, corte de subsídios, e uma freada gradativa dos bancos estatais para financiar a economia. Os fundamentos implantados são sólidos, mas não são imunes à má condução.
Veja o video



...este problema só não é maior porque tivemos um presidente nos anos recentes, um governo que foram capazes de levar 40 milhões para a classe média...

...esta é sem dúvida a herança bendita que entre tantas coisas positivas o governo Lula me legou...

...a verdadeira faxina que este país tem que fazer, é a faxina contra a miséria...

A presidente Dilma é mais preocupada com as contas do governo do que Lula, tem mais reação contra a corrupção do que seu padrinho, mas no bojo são semelhantes, também criticou severamente FHC pelas privatizações. Portanto, seria o momento para pedir desculpas. Deveria ter dito: Fernando Henrique gostaria de lhe pedir desculpas pela minhas críticas conta seus atos de privatizações que foram muitos benéficos para nosso país, que foi a única saída que encontrei agora, para agilizar meu governo, foi prosseguir as privatizações.

É bom reconhecer erros, como Palocci que ao chegar no Ministério da Fazenda, exclamou: como pude votar contra essa lei! Se referindo a lei de responsabilidade fiscal que o PT votou contra, em totalidade, só com o objetivo de ser contra.

Seria oportuno que a presidenta se lembre de que no plano relâmpago do Cruzado em 1986 de José Sarney, a estabilidade permitiu milhões de brasileiros comer carne. Pena que durou pouco tempo e o sonho acabou rapidamente . Foi a estabilidade.

Durante o governo Lula 40 milhões de brasileiros entraram para classe média, graças a estabilidade monetária. Qual foi a ação do Lula? Ser contra o Plano Real? Manteve a estabilidade, mas deixou ameaçada tanto que a presidente tem lutado para evitar essa cruel possibilidade, o retorno do dragão inflacionário. A melhoria na vida da população são decorrentes a implantação de um Plano Econômico que deu certo.

No Plano Real, Lula foi a borboleta que posou, pôs o ovo que eclodiu em larva e penetrou para destruir o fruto, com ampliação de gastos público com a maquina, no clientelismo, ampliação da dívida interna, falta de investimento em infraestrutura, gerou uma situação de solução difícil. Você olha fruto, externamente perfeito, mas, por dentro existe um processo de destruição.

É o desafio que Dilma está enfrentando, está conseguindo equilibrar as contas públicas e produzir superávit graças a contenção de despesas em investimentos e não em custeio, isso significa que nosso crescimento nunca será o desejado.

Dilma veio privatizar os aeroportos devidos as circunstancias, Não por cumprimento de uma agenda e tornar ações dessa natureza como agenda de governo, seria a única solução à curto prazo para neutralizar o poder destrutivo da larva que penetrou o fruto. Quanto a faxina, acredito que Dilma é consciente pela sua educação acadêmica que essa não é uma forma correta. Não é porque alguém com renda mensal de R$ 70,00 migra para R$ 71,00 que deixará o estado de miséria.

domingo, 21 de agosto de 2011

PRESIDENCIALISMO DE COALISÃO



A Globo News reúne alguns comentaristas para informar porque o presidencialismo de coalisão apresenta problemas no Brasil. Com tanta denuncias de corrupção, o quê está errado? Falaram muitos assuntos interessantes, mas não disseram a essência. O erro está na legislação tributária que faz da União o maior arrecadador – 60%. Com isso o Poder concentra nas mãos do Presidente que não perde a oportunidade de manipular os políticos fisiologistas. Nos países evoluidos, ou melhor, nos países desenvolvidos a arrecadação é um bem do contribuinte, é aplicado onde é arrecadado, aqui é propriedade do Presidente. Lá os recursos ficam para retornar ao contribuinte em forma de serviços, aqui pra comprar voto e aliados, corrupção, etc. o que sobra se utiliza em algum beneficio popular. Essa legislação que precisa mudar. É a tal reforma tributária que o governo empurra com a barriga e nunca vai realizar. Dessa forma o presidencialismo no Brasil se torna uma religião sãofranciscana, que é dando que se recebe, é o toma lá da cá, é essa corrupção que só é descoberta se alguma imprensa que, cumpre seu papel, denuncia

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

ANNA HAZARE



O movimento que emana nas ruas do centro de Nova Délhi na Índia contra a corrupção, liderado pelo ativista Anna Hazare, com objetivo de pressionar o governo para endurecer no projeto de lei, que está sendo debatido no parlamento, isentando o primeiro-ministro e juízes influentes de serem questionados pela justiça em caso de suspeita de corrupção, é uma luta de um povo que sabe o que quer, de um país que tem uma imensa população que vive na miséria, mas que procura a forma correta se livrar dessa situação, através da educação, do trabalho e proteção dos sacrificados tributos que a população deseja um destino eficaz.

Aqui no Brasil temos situação semelhante ou talvez mais grave com o foro privilegiado, quando os políticos em exercício não podem ser movidos em tribunais convencionais, somente pelo Supremo, È muito conveniente pra eles, alguns correm atrás de um mandato só com o objetivo de conseguir o tal foro privilegiado, e assim permanecer impune, porque o Supremo é só um para milhares de questões. O presidente da república fica ainda mais confortável, porque é ele quem nomeia os ministros do Supremo. Não era pra ser uma nomeação, uma escolha numa relação tríplice, de uma relação elaborada com autonomia no judiciário, mas pelo que se observa é nomeação mesmo, a imprensa, propositadamente inocente, notícia com muita normalidade “O presidente nomeia...”

Vivemos na esperança de que em breve as coisas se acertarão, imbuídos no otimismo exacerbado do trabalho de marketing do governo, nem percebemos que uma denuncia de corrupção no primeiro escalão enviado para CGU, é mesmo que eu me investigar. Não é questão de duvidar, é que ninguém deve acreditar em autoinvestigação. Não vou me pronunciar.

Os indianos procedem dessa forma, porque eles sabem da importância da mudança necessária para transformar uma sociedade de milhões de excluídos em um país de oportunidades, com recursos bem utilizados em educação, saúde e infra estrutura para apresentar crescimento sustentável em torno de 7%, ao ano, até mesmo com cenário internacional em crise, enquanto por aqui não podemos crescer mais do que 3,5% porque os recursos tesouro nacional não foram bem utilizados. Portanto só resta ao governo ficar justificando a nossa lentidão culpando os outros países.


domingo, 7 de agosto de 2011

FAXINA



Novamente a revista Veja cumpre seu papel de jornalismo investigativo, independente e, denuncia outro caso de corrupção, agora no Ministério da Agricultura com a demissão sumaria do Secretário Executivo da Agricultura Milton Ortolan. A presidente, com isso, fortalece o cenário de que, o governo, está fazendo uma faxina no serviço público, varrendo a corrupção, assim como é divulgado pela imprensa. Com a população sem informações salutares, a imprensa cliente do governo federal, oposição fragilizada, os sindicados atendidos, principalmente, nos anseios da instituição, que no da classe, a UNE com conta bancaria irrigada pelo Contribuinte, fica muito fácil a projeção de austeridade do governo no combate a corrupção. Na verdade quem está procedendo a faxina é a VEJA, Dilma esta sendo instrumento no processo. Poderia ser a Presidência se as iniciativas tivessem origem por lá, através da CGU, é para isso que o órgão existe, para sintonizar os casos de corrupção em todo nível da administração pública, direcioná-los ao ministério público e os casos mais graves, do primeiro escalão, comunicar ao chefe do Executivo.

É uma faxina que existe o corrupto que é punido com a demissão, mas o corruptor até agora não se tem conhecimento de resultado de alguma investigação, como se o puro fato da demissão encerrasse o caso. Não há corrupto sem corruptor. Se ficar dessa forma parece uma faxina sem detergente depois que passa, percebe-se que não foi bem feita.

A imprensa ajuda muito na formação da imagem de combate a corrupção. Ontem no simpático programa de Cristiana Lôbo “Fatos e Versões” ela fala: “a marca do estilo Dilma em 7 meses demitiu 3 ministros”. Continua mais em frente: “Me impressiona nesse processo é o conjunto da obra. Dilma já demitiu Palocci, quando muita gente inclusive o Lula já achava que o problema estava superado, quando o procurador disse que não iria investigar, ela não achou que estava superado, demitiu”.

“Ela deu atribuições ao ministro Alfredo Nascimento para ele conduzir as investigações do Ministério dos Transporte, ele achou que estava com a atribuição. Ela não achou, demitiu”.

O caso Palocci se arrastou muito, estava prejudicando um governo quase na inércia, houve uma reação dos twitteiros que começou com #dilmademitaPalocci depois foi para #nãoconfionadilma e fluiu para #foradilma, que só parou com a demissão de Palocci, houve forte indignação de uma certa camada social. Dilma não tem o mesmo carisma de Lula e a demora em demitir Palocci estava começando a fertilizar a oposição. Dilma demitiu Palocci porque foi a única saída para dormir melhor.

Quanto ao Alfredo Nascimento houve uma contradição: “Ela deu atribuições...” “Ela não achou, demitiu”. Parece haver um arrependimento pela percepção que poderia ser outro prolongado desgaste. Demitir imediatamente foi uma estratégia que deu certo perante ao eleitorado. Contradição, também, quando o ex-ministro diz que não é lixo, na tribuna do senado, porque numa faxina é o lixo que vai pra fora, é essa a imagem que o governo fez a população assimilar.

quinta-feira, 4 de agosto de 2011

MAL ENTENDIDO



A saída de Nelson Jobim do governo era questão de tempo. Os fatos recentes, que foram comentados, algum tempo atrás, com profissionais da revista Piauí anteciparam a demissão do Ministro. Vendo o video, que mostra o teor da entrevista, verifica-se que a serie de provocações, que parecia proposital, não aconteceu da forma como a mídia fez a população acreditar.

Serie de expressões de Nelson Jobim que contrariou Dilma:

“Uma coisa é o direito de memória, outra é revanchismo e, para revanchismo, não contem comigo”.

“Quero que o futuro se aproxime do presente. Às vezes, gastamos uma energia Brutal refazendo o passado. Existem países sul-americanos que estão ainda fazendo o passado, não estão construindo o futuro. Eu prefiro gastar minha energia construindo o futuro”.

Em junho de 2009, quando questionado sobre a punição de militares envolvidos com a ditadura militar.

“Nunca o Presidente (FHC) levantou a voz para ninguém”.

“Nelson Rodrigues dizia que no seu tempo os idiotas chegavam devagar e ficavam quietos. O que se percebe hoje, é que os idiotas perderam a modéstia. Nós temos de ter tolerância e compreensão também com os idiotas, que são exatamente aqueles que escrevem para o esquecimento”.

Em 30 de junho durante a homenagem aos 80 anos de Fernando Henrique Cardoso

“Ideli é muito fraquinha e Gleisi nem sequer conhece Brasília”
Em julho para revista Piauí, publicado em 04.08

“Eu votei no Serra”

“Serra agiria como Dilma nos Escândalos”.

“Ressentimento é coisa de político amador”.
Dia 26.07 em entrevista com Fernando Rodrigues da Folha.com.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

DISCUSSÃO



Finalmente foi votado o acordo no Congresso americano que amplia o limite da dívida dos EUA. Foi um imbróglio que durou mais de 3 semanas, não faltaram as milhares de opiniões no mundo inteiro sobre as dificuldades impostas pela oposição. Muitas delas irritadas e culpando o oportunismo político. Toda discussão de entendimento entre governo e oposição é política. Então, eu pergunto: para que serve o Congresso? Não seria para impor ao governo contenção de despesas quando se gasta descontroladamente? Ou impedir aumento de impostos? Etc. Toda essa discussão não foi desnecessária, serviu para mostrar ao mundo que os EUA não são invulneráveis, para que a sociedade americana tomasse consciência do rumo que seu país estava sendo direcionado. Afinal, aumentar limite da dívida sempre que o governo solicita não é solução, é adiamento de calote. Por outro lado existe necessidade de observar o comportamento da China que é, cada vez mais, uma forte concorrente e foge do endividamento. Nessa queda de braço ganhou os EUA que resultou na obrigação do governo reduzir gastos.

A nossa dívida é muito menor mais parece do mesmo tamanho, por causa da diferença dos juros que é no máximo 1,5% por lá e aqui 12,5% isto significa que eles pagam por ano, numa dívida de 14 trilhões algo em torno de 200 bilhões de dólares em juros, equivalente a 310 bilhões de reais. Enquanto o custo de nossa pequena dívida de dois trilhões de reais custa em torno de 220 bilhões de reais por ano. A dívida brasileira estrangula possibilidades de investimentos em infra estrutura que, sem isso, não conseguiremos crescimento sustentável. Portanto, é insensatez deixar essa dívida crescer.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

SOBERBA




Ontem em Lima capital do Peru,no encontro da Unasul, Dilma não perdeu a oportunidade de criticar o comportamento dos países ricos quanto à condução da política econômica que desaguaram em grandes dividas nas contas públicas e conseqüentemente contaminação da economia no setor privado.

Rousseff disse que a “insensatez” e a “incapacidade política” dos EUA e alguns países europeus são ameaças global com a falta de habilidade de resolverem suas crises.

Olhar para o quintal alheio, e criticar, é muito fácil, no entanto não deveria para quem tem seu próprio quintal com tendências semelhantes.

Se foram as dívidas que trouxeram problemas para esses países é bom reprisar que o Brasil caminha pela mesma trilha com uma divida pública que ultrapassa a 2 trilhões de reais. O pior é a qualidade dos gastos destinados, que durante o governo petista não teve um destino que servisse somente para o desenvolvimento do país, a maioria mal aplicado, e os encargos que produzem são os mais elevados, nocivos, desastrosos do Planeta com juros de 12,5%. Isto significa que aproximadamente 220 bilhões do contribuinte, por ano, são para pagar juros. São 15 vezes o orçamento do DNIT, portanto milhares de quilômetros de estradas que deixamos de construir, em 12 meses, que poderia melhorar a logística do Brasil e amenizar o problema da falta de competitividade. São 3 vezes o orçamento da saúde.

Pelo menos os EUA possui um Congresso que funciona melhor, que pressiona o governo a diminuir os gastos. Aqui o governo gasta a vontade, é o caso da folha de pagamento do funcionalismo público que em oito anos do Lula cresceu de 79 bilhões de reais pra 180 bilhões de reais, sem se perceber melhoria no atendimento publico.

Outro fato que deveria deixar presidente atenta, é que nosso mercado interno está crescendo pela expansão do crédito, onde estamos chegando ao limite, além dos riscos que trazem, e que a nossa economia não está tão maravilhosa quanto o governo quer fazer a população acreditar, senão, teriam aumentado os juros?




Entre Brasil e Argentina é necessário que os acordos sejam bem mais consistentes, que a demonstração de cortesia entre Dilma e Cristina repercuta na pratica, afim deque não aconteça da Cristina fechar as portas para entrada das geladeiras brasileiras, e Dilma criar dificuldade para entrada dos carros argentinos.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

ALUCINAÇÃO


Olanta Humala, novo presidente do Peru

Olanta Humala assume hoje, dia 28 de julho, a presidência do Peru, ajudado pelo PT na campanha para derrotar Keiko Fujimori que tinha uma leve vantagem. É também uma vitoria para os petistas que contabilizam mais um presidente esquerdista na America do Sul, ficando de fora a Colômbia e o Chile. Neste último a presidente Michelle Bachelet de esquerda que entregou o cargo em 2010, para Sebastian Piñera (centro-direita), teve uma administração sem contrariar os interesses do capitalismo.

Os esquerdistas festejam porque assim acreditam que serão eles os redentores da região, os promotores do desenvolvimento, como se os princípios econômicos defendidos por eles frutificassem, como não se valessem das ações eminentes da direita ou centro-direita. O Peru é exemplo de crescimento expressivos por ações que a esquerda mais detesta fazer, “privatizar”. Como estava acontecendo no Brasil, no Peru recentemente, o ex-presidente Alan Garcia (direita) colocou o país num dos maiores patamares de crescimento mundial, este ano previsto para 6,5% após crescimento de 8,6% em 2010.

Evo Morales não teve essa sorte e andou na contramão aplicando ideologias esquerdista, com estatização e etc., daí a situação caótica que mergulhou seu país.

No discurso de Guido Mantega em 26 deste mês, na plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômicos e Social, ele falou: “Brasil é um dos países mais bem preparados para enfrentar a crise, pois têm fundamentos econômicos sólidos e um forte mercado interno”. Numa linguagem fora do alcance popular, Mantega elogia Fernando Henrique Cardoso.

O fato dos esquerdista gerir uma economia atendendo os anseios dos mercados não é garantia de que tudo vai funcionar bem. É o nosso caso, que todo otimismo expresso pelo governo é uma forma de esconder seus deslizes. A revista The Economist falou em edição no mês passado; “A economia brasileira está ficando uma bicicleta difícil de se pedalar”.

sábado, 23 de julho de 2011

INVESTIGAÇÃO DE GOVERNO



Impressionante os desfechos no Ministério dos Transporte, com ações imediatas da presidenta, mais impressionante, ainda, o silencio por onde fluía tanta corrupção, de forma que, Dilma nem questiona, é denunciado está demitido, como se fosse conhecedora dos fatos, exceto o petista Hideraldo Caron, que não teve demissão imediata deixando a cúpula do PR indignada, com razão, mas que finalmente bateu em retirada dia 22.07 – sexta feira, acalmando um pouco mais o PR. Quanto as ameaças dos republicanos etc., é abuso ou mesmo ignorar o eleitorado que apóia a Presidente.

Minha preocupação, também, é com a instituição que é importante para o exercício da democracia, mas da forma como os políticos querem agir, é revoltante, e torna o Congresso desnecessário, pior nocivo, barganhar para o mal.

As investigações estão sendo encaminhadas para a CGU – Controladoria-Geral da União. Vale um comentário sobre o caminho destas investigações.

No inicio do primeiro mandato de Lula houve uma manifestação de intervenção administrativa no Ministério Público pelo Executivo, pelas reações ocorridas e as garantias constitucionais de independência foi tudo dito pelo não dito.

Então, o governo passado transformou a Corregedoria-Geral da União (criada em abril de 2001) que tinha o objetivo, no âmbito do Poder Executivo Federal, combater a fraude e corrupção, em Controladoria-Geral da União com objetivos semelhantes. Na verdade a Controladoria deveria detectar um foco de corrupção investigar e informar ao Presidente antes da imprensa, e encaminhar para o Ministério Público. Portanto, o Ministério Público produz investigação de justiça enquanto a Controladoria produz investigação de governo.

O Lula aparelhou a Controladoria preferencialmente ao Ministério Público, e a Controladoria, no andar de baixo, faz um trabalho elogiável. Mas, por ser investigação de governo, subordinado ao executivo, torna-se mais difícil o mesmo sucesso no andar de cima, tanto que ocorrido no Ministério do Transporte, não houve a percepção da Controladoria, isso não deixa de ofuscar os resultados das investigações sobre o DNIT feito atualmente por esse órgão do executivo.

Não é fácil acreditar num governo onde possui um ex-presidente que não participa do governo, mas nos bastidores expressa poder, principalmente quando dar uma palestra, embolsa R$ 200,00 e é acusado pela imprensa de prometer falar com o ministro da fazenda para amenizar os impostos da empresa que lhe pagou, ou que anda pelo país em jatinhos das empreiteiras, fazendo política.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

JUROS ALTOS, POR QUÊ?



Hoje o Banco Central brasileiro elevou a taxa básica de juros em 0,25%. O que isto significa?

1 – que aumenta o crescimento da dívida do país ao ano, algo próximo de 5 bilhões de reais, só por causa desses ,025%
2 – que os devedores de cartão de crédito, cheque especial terão um pequeno acréscimo em suas dividas.
3 – que o país ficará um pouquinho menos competitivo.
4 – Estimula um pouco mais a entrada de dólares, tornando o Real mais fortalecido.

A política de juros altos teve origem no lançamento do Plano Real. Acontece que, tecnicamente, não havia outra forma de estabilização da moeda que não fosse por um referencial e, este, foi o dólar, “a paridade”. E como manter este cambio fixo sem reservas? como rolar dívidas com histórico de rompimento de contratos no passado? Os juros altos foi uma tentação para entrada de moeda estrangeira através de investimentos especulativos, na época, altamente vital. O Real para sobreviver o governo teria que abandonar as práticas dos anteriores na emissão de moeda para cobrir os déficits orçamentários. O país teria que viver da arrecadação e cobrir os déficits com empréstimos bancários, vendas de títulos e negociar dívidas. Dessa forma o Brasil começou a tomar forma de economia confiável e possibilidades de altos investimentos.E os investimentos externos aconteceram, conforme demonstrativo abaixo:


Ano/investimento Externo em bilhões de dólares:


1994                             2,1                                         
19954,4
199610,8
199828,8
199928,5
200032,7
200122,4
200216,5
20038,0


Fonte do Banco Central

Analisando este quadro verificamos que a moratória do governador Itamar em 1999 estancou o crescimento de investimentos externos. O apagão de 2001 e a quebra da Argentina contribuíram para a queda acentuada de investimentos externos, agravando com as eleições de 2002, sob ameaças petistas de romper com o FMI e rever privatizações.

O importante é que esses investimentos ajudaram muito a equilibrar as contas externas e diminuir a dependencia de capital especulativo, tanto que no final do governo FHC deu-se inicio a taxação de investimentos especulativos, que o Lula cancelou em 2006 para antecipar a última parcela do FMI, e ajudou na fortalecer o Real que hoje tira o sono da área econômica do governo.

Em decorrência dessa forte entrada de dólares, o cambio fixo que muito prejudicou a economia, começou a perder importância em 1998 e o governo antes das eleições começou articular está mudança com uma desvalorização programada, que deveria ter acontecido no primeiro semestre daquele ano. Mas o temor da feroz oposição petista fazer o eleitorado acreditar que o Real estava se deteriorando o governo preferiu adiar e o Banco Central passou a ter 2 diretores a partir de agosto de 1998, Gustavo Franco, legalmente, que se recusava executar a mudança e Francisco Lopes para trabalhar na desvalorização do Real previsto para início do ano seguinte. Deveria ter sido em novembro/98. O mercado vivia uma expectativa e a demora era inexplicável.

Janeiro de 1999 a declaração de moratória de Minas Gerais foi a gota d’agua, era tudo que faltava para o mercado promover a desvalorização do Real, e o governo perdeu a oportunidade de exercer essa mudança de forma mais tranqüila. Os opositores vibraram, cantaram no carnaval de 99; “o real acabou”.

A desvalorização produziu um beneficio imediato na economia, as exportações começaram a crescer e a confiança do mercado nos fundamentos econômicos implementados pelo governo garantiu a estabilidade da moeda.

Os juros voltaram a declinar chegou próximo a 13% em 2002, essa era política de juros que começou em torno de 40% em 1995 e alcançar um digito com o fortalecimento da economia.

Ano 2002, as eleições presidências e, grandes chances do Lula ser vitorioso provocaram fugas de dólares em alta velocidade e, novamente necessidade de subir juros. FHC entregou o governo para Lula com juros de 19% que ainda teve de subir em 2003 para 26%.

A nomeação na área econômica de pessoas que agradaram o mercado e a sinalização de que não haveria modificação na política econômica trouxe a volta da normalidade e os juros voltaram a cair seguindo a trajetória prevista pelo governo anterior.



Por que os juros voltaram a crescer? Continuaremos numa postagem em breve.

HOMOFOBIA



Pai e filho foram agredidos por serem confundidos como gays na cidade São João da Boa Vista, no interior de São Paulo. Um suspeito foi preso confessou a agressão, mas o juiz não concedeu a prisão por se tratar de crime leve.

É lamentável que um criminoso confesso fique solto por ser considerado crime leve quando se trata de agressão física. Arrancou um pedaço da orelha de uma pessoa por acreditar que se tratava de um casal gay, o que significa que se trata de criminoso seqüencial, porque cada vez que ele encontra um gay, minto, como são covardes, agridem quando estão de grupo o que é mais grave. Para um país mergulhado na violência isso pode ser considerado crime leve, de pouca importância. Que grau de importância daria se acontecesse com você ou alguém de sua família? O comodismo nos deixa esperar que um dia sejamos vitima, certamente não iremos considerar um crime leve.

Assim é a lei, fraca, leniente com a criminalidade. O problema não é a falta de lei contra a homofobia, toda violência é igual, tanto faz ser contra gays ou heteros, a punição deveria ser imediata. Responder em liberdade num processo que depois do esquecimento público, e as artimanhas jurídicas, não se sabe o que acontecerá.



sexta-feira, 15 de julho de 2011

TEATRO



Foi uma festa no 52º Congresso da UNE em Goiânia dia 13.07.2011, com estilo de palanque armado pela UNE para o ex presidente LULA, oportunidade que mais uma vez foi exaltada a criação do PROUNI sancionado em 2004. Intrigante é que o Lula não muda o estilo, time que está ganhando não se deve mexer, assim acredita. Atacou o vento: “Me criticaram porque eu criei o PROUNI”.

Quem criticou? Provavelmente quem incentivou a multiplicação das Universidades privadas. Ação esta, que o Lula foi contra. Dizia que estavam privatizando o ensino Superior. Portanto, pergunto: Sem as Universidades privadas existiria PROUNI? Não. Então Lula sancionou, mais não criou o PROUNI, faz parte do projeto previsto na expansão das Universidades Privadas, e atendimento às classes menos favorecidas. A administração é impessoal, é um processo, cria quem gera a idéia.

Interessante, também, foi o presidente da UNE, Augusto Chagas falar que não era por ter recebido 7 milhões do governo em pouco mais de dois anos que possui tendências governista. Foi preciso essa afirmação, porque, certamente, nem ele mesmo acredita nisso. Com tanta denuncia de corrupção e desfechos mal solucionados. Qual é o motivo para tanta festa? Fico por aqui. São estudantes que freqüentam escolas que ainda não souberam explicar direito, as atrocidades vividas em países que submergiram ao comunismo. Será que desejam que nosso país passe por essa insensatez?

quinta-feira, 14 de julho de 2011

PÃO & CIRCO



Albertão em Teresina inaugurado em 1973 - "ELEFANTE BRANCO" tempo das vacas gordas. Época que as contas do governo eram irrigadas pelo FMI



Com a demissão do ministro do transporte Alfredo Nascimento e o depoimento de Pagot no senado na última terça feira dia 12.07.2011 afirmando inexistência de qualquer indício de corrupção no Dnit convenceu a todos que queriam ser convencidos, aos que são alheios a este tipo de movimentação política, infelizmente a grande massa. Não contentou as pessoas que estão vigilante ao processo de gasto do governo. Infelizmente uma minoria.

Esta alienação política não acontece por acaso, remonta dos meados do século passado quando aconteceu o golpe Militar em 31 de março de 1964. Na época em meios de grandes conflitos uma opção foi o velho recurso do “pão e circo” que continua contemporânea desde a Roma antiga.

No momento do golpe militar, Roberto Marinho havia adquirido uma concessão de TV em julho de 1957 e, inaugurada em 26 de abril de 1965 na cidade do Rio de Janeiro. Foi uma emissora que nasceu grande e poderosa. A GLOBO foi para a sociedade brasileira, o surgimento do progresso e das inovações em telecomunicações. A modernidade.

Os militares investiram no futebol, construindo caríssimos estádios de futebol por todo país, muitos deles quase sem utilização e que hoje só servem para encarecer os orçamentos dos Estados em manutenção. A prática esportiva se tornou nacionalista, emocionante e houve forte estímulos, surgindo cantorias oportunas. “Noventa milhões em ações pra frente Brasil, salve a seleção...”

A Globo divulgava entusiasticamente o desenrolar dos eventos esportivos principalmente o futebol como incentivo de ocupação masculina e, oportunidade que surgiram as famosas Telenovelas que projetaram grandes sucessos de Janete Clair e outros, para o público feminino. É melhor ocupar a mente do povo para descobrir quem matou Salomão Rayala, (77/78). Assim se esquecia de informar o que acontecia em Xambioá em seus mais cruéis detalhes. Portanto, novela e futebol passaram a ser os mais degustáveis assuntos em qualquer roda social.

Esta ajuda da Globo foi declarada num artigo de Roberto Marinho publicado no jornal O GLOBO em 1984: “Participamos da Revolução de 1964, identificados com os anseios nacionais e preservação das instituições democráticas, ameaçadas pela radicalização ideológica, greves, desordem social e corrupção generalizada...”

Assim estava formado o circo com sucesso. O pão ocorreu com ajuda dos Estados Unidos com o Programa Aliança para o Progresso, lançado em 1961, no governo de John Kennedy, que durou até 1970 com o objetivo de fomentar em toda America Latina o desenvolvimento econômico, com ajuda técnica, financeira e distribuição de alimentos (leite, queijo, massas) em regiões mais carentes.

O Regime Militar acabou e restou um povo de pouca educação no sentido mais amplo, porque até o ensino acadêmico foi sucateado. Um povo que não diferencia ditadura de democracia, pelo temor de opinar, de participar e até de se indignar publicamente. Exceto os estudantes que ainda se movem em momentos que são conduzidos. Dessa forma, é mais confortável continuar conversando de futebol e de Salomão Rayla.

Esta situação foi muito criticada, no passado, pelos atuais detentores do poder, hoje beneficiários, que se sentem confortáveis em acreditar que tudo está resolvido com os desfechos dos sucessivos escândalos de corrupção que ficam sem conclusão por apatia popular.





Castelão em São Luis pouco utilizado

terça-feira, 12 de julho de 2011

SERÁ?



Vendo o depoimento de Pagot, no senado, tem-se a idéia de que tudo não passou de um mal entendido. Evidencias são só evidencias não são provas. A presidente cometeu uma injustiça em demiti-los, foi de uma forma deprimente como aconteceu, pois saíram como corruptos. Vejamos um trecho da revista Veja sobre o caso:

“O esquema envolvia tanto dinheiro que, em determinado momento, chegou a causar problemas de administração. “Agente não sabia mais a quem pagar”, conta um empreiteiro. A confusão durou até maio deste ano. “Ligava deputado, senador e funcionário cobrando a mesma coisa”. O diretor do Dnit recebia “entregas” em um hotel de Brasília, “O quarto era uma bagunça. Ele marcava uma reunião lá, a gente chegava, falava sobre a obra, deixava o envelope com o “acerto” em cima da mesa e ia embora como se nada tivesse acontecido. Às vezes, tinha até uma assessora dele junto”, conta o lobista de uma empreiteira. Até a semana passada, Alfredo Nascimento usava um apartamento no mesmo hotel. O chefe de gabinete do ex-ministro Alfredo Nascimento, o auditor Mauro Barbosa, também demitido, tinha menos pudor. Ele recebia seu “acerto” no próprio ministério. Revela um empreiteiro: “O combinado era o “pagamento” ser feito até dez dias depois da liberação das faturas. Uma assessora dele ligava para marcar audiência. A gente colocava o dinheiro em um envelope e deixava sobre a mesa de trabalho dele”.

A partir de maio, diante da reclamação de empreiteiros e da suspeita da cúpula do PR de que a propina não estava chegando integralmente aos cofres do partido, Alfredo Nascimento e o deputado Valdemar Costa Neto, respectivamente presidente e presidente de honra do PR decidiram criar um caixa único e nomear um arrecadador central. O escolhido para o cargo foi Luiz Tito Barbosa, assessor do gabinete do ministro também demitido pela presidente Dilma na semana passada. Discreto e menos conhecido, Tito era mais cauteloso. Orientado pelos colegas sobre a possibilidade de estar sendo monitorado pela polícia, ele não recebia o pagamento nem no ministério nem em hotéis, ao contrário dos outros. Tito marcava encontros em estacionamentos movimentados, normalmente em shoppings de Brasília. Uma das “entregas” recentes aconteceu nas proximidades do PR. Observado, ele chegou, parou o carro e abriu o vidro. Um homem se aproximou rápido e entregou-lhe um envelope branco do qual foram sacadas e sem numeração seqüencial, conforme combinado entre o corrupto e corruptor. Pelo volume, calcula-se que havia no envelope perto de 300.000 reais”.

Intrigante que na demissão fulminante da Presidente atingiram exatamente essas pessoas. Certamente no momento da decisão em demitir a presidente Dilma deve ter olhado uma bola de cristal ou se não sabia desconfiava.

NADA A DECLARAR



O convite da Dilma ao senador Blairo Maggi (PR-MG) deve ter havido algum significado, e nada ou pouco se sabe das articulações nos bastidores, certamente deve ter acontecido uma pré ação para que Blairo, padrinho de Luiz Antonio Pagot (ex-diretor do Dnit), garantir que seu afilhado nada falaria que tomasse o Planalto de sobressalto. “Pagot não apontará dedo a ninguém” afirmou Maggi. Dessa forma tudo se resolve. Provar é difícil. Só sentimos. Sentimos as estradas se acabarem apesar do governo bater recordes de arrecadações a cada ano. Saúde, Educação e Segurança que não melhoram e um governo faminto por impostos. Carga tributária altamente pesada, que exporta empregos.



CONVERSANDO TUDO SE RESOLVE

VALE TUDO



È grande a expectativa do Planalto sobre o depoimento,no Senado, do diretor afastado do Dnit Luiz Antonio Pagot, envolvido no escândalo do Ministério dos Transportes que culminou com a demissão de Alfredo Nascimento. Pagot inicialmente fora demitido pela Presidenta, mas que se sentiu injustiçado porque como ele próprio falou. “Só cumpria ordens”. Conforme a revista Veja ele foi afastado no sábado (02.07.2011) mas na segunda feira deu expediente normalmente num gesto claro de quem desafia a Presidente, entrou de férias assegurando que voltaria – ou que jamais seria demitido.
Continua a Veja: “Pagot chegou a insinuar que o dinheiro coletado também custeou a candidatura da Dilma”.

Como no escândalo de Palocci, também, houve menções de que a W. Torres umas das clientes da consultoria do ex Ministro havia depositado 2 milhões de reais em duas parcelas de um milhão de reais, para a campanha de Dilma. Após a saída do Ministro veio o silencio dessas acusações. Nada de satisfação ou de investigações, assim, com certeza, o mal feito exala menores odores.

Fica evidente que propinas para campanhas, principalmente, para candidatos majoritários do PT são considerados pequenos delitos tanto pelos partidos como, também, pela maioria do eleitorado e imprensa de massa, e assim a omissão se torna a solução mais viável conseqüentemente o esquecimento mais rápido. Essa embriagues no período eleitoral que favorece a promiscuidade, o vale tudo é tão criminosa quanto ao filho do ex ministro que, conforme revista Veja, em 2005 montou uma empresa com o capital de R$ 60.000,00 e em 2008 apresentava um patrimônio de 52 milhões de reais.

É uma pratica que não será corrigida por nenhuma reforma eleitoral sem que a indignação da sociedade se pronuncie.

domingo, 10 de julho de 2011

FILANTROPIA DO PT



Esta imagem de uma montanha de dinheiro não é fantasiosa, não é miragem, como Mercadante quer que se acredite. Esta foto não foi realizada no Banco Central ou na casa de um bilionário, Ela foi feita na polícia. È real. O dinheiro não apareceu do nada. O proprietário não tem coragem de reclamar, de dizer: este dinheiro é meu, perdi na encruzilhada, ou me roubaram, devolvam meu dinheiro etc. Só restou o silencio e a má vontade de investigar.

Após quase cinco anos sem que ninguém reclamasse sua propriedade, a montanha de dinheiro apreendida com os "aloprados do PT" em 2006 deverá, enfim, ter uma destinação nobre. O Ministério Público Federal encaminhou uma petição à Justiça pedindo uma audiência, com a participação da União, para definir o que fazer com o R$ 1,7 milhão que seria usado para comprar um falso dossiê contra o então candidato ao governo de São Paulo José Serra (PSDB). Se a Justiça aceitar, as autoridades devem nomear uma entidade filantrópica a ser beneficiada.



Como acreditar nas sinceras palavras de Mercadante?

quinta-feira, 7 de julho de 2011

MAR DE LAMAS



Inesperadamente surge uma carta de Dilma Rousseff repleta de elogios à administração de FHC, reconhecendo a sua obra como Presidente, 1994/2002, quando nas eleições passada,outubro de 2010, o comportamento fora totalmente diferente, oportunidade que todas as energias eram no sentido de desconstruí-lo. A missiva falava com seguintes teores: "acadêmico inovador", "político habilidoso" e "o presidente que contribuiu decisivamente para a consolidação da estabilidade econômica". Ato que gerou um mal estar no partido da Presidenta.

Vejamos alguns fatos ocorridos no primeiro semestre do governo Dilma.

Ao assumir o governo a Presidenta se depara um imbróglio em que Lula deixou o país mergulhado.

Obrigada a aumentar juros para frear a economia porque faltou investimentos,no governo passado, em infra estrutura para um crescimento sustentável. Juros altos que atraem capital especulativo que valoriza o real que derruba a competitividade da industria brasileira, que aumenta a dívida pública, e para manter sua popularidade se obrigar a ampliar gastos com o bolsa família, que gera dificuldades fiscais, etc.

Em maio deste ano estoura o primeiro escândalo de corrupção no seu governo, caso Palocci II, que ocupava a chefia de Gabinete do governo Federal. De repente aparece o Lula querendo transformar o governo num tribalismo, impondo a defesa de Palocci a qualquer custo, por que o ministro pertence a elite tribal.

Dilma percebe que os 300 picaretas que outrora Lula acusava o Congresso de possuir, pode estar neste congresso que o próprio Lula ajudou a construir. E não para por aí.

Reaparece o caso dos aloprados que tentaram adquirir, em 2006, com R$ 1.700.000,00 um falso dossiê contra José Serra, que , Mercadante, benefiário com um escandalo envolvendo Serra, fala em fantasiosa a idéia. A historia poderia ser fantasiosa se não tivesse o surgimento de tanto dinheiro. Fantasia só gera dinheiro no reino das diversões. Aí surge um questionamento. Se para adquirir um dossiê falso se consegue rapidamente tanto dinheiro imagine para colocar no bolso. O caso nunca teve a devida investigação.

Mal completa 6 meses de governo surge outro escândalo de dimensões catastrófica, com denuncias da revista Veja envolvendo o Ministro dos Transporte Alfredo Nascimento, e um partido da base aliada o PR. A falta de coerência e ética volta a tona quando se tenta emplacar o reino das inocências. O demitido, como Presidente do PR, se propõe a coordenar a sua sucessão sob pena de problema na base.

Com este panorama se completa o raciocínio. Dilma pode estar desenhando uma aproximação com a oposição, FHC seria a porta de entrada. Caso semelhante aconteceu no período do escândalo do mensalão em 2005 quando Lula com medo de um impeachment recorreu a Fernando Henrique Cardoso.

quinta-feira, 30 de junho de 2011

COMPETITIVIDADE



A revolta dos gregos contra as medidas de contenção de gastos para receber o empréstimo da salvação, imbuído num raciocínio frio e matemático, nos conduz a idéia da omissão de uma sociedade esclarecida, democrática que permitiu ao governo chegar a esta situação. Agora são surpreendidos, pois até 2 anos atrás a economia grega com uma dívida de pouco mais de 80% do PIB, na época, aparentava plena normalidade e de repente o desemprego atinge 16%. Preferir dar o calote como a maioria dos gregos querem, por culparem aos administradores públicos, não é o correto. Afinal a beleza da democracia é, também, a possibilidade da observância das ações governamentais, e de opinar. É uma oportunidade de nossa sociedade procurar informações e vigília.

Neste blog tenho falado da nossa dívida que cresce e até comparei com uma provável aproximação, no futuro, da situação americana. Não quis dizer que os EUA estão próximos de quebrar ou dar calote, mas que altas dívidas entram como um dos componentes para diminuir a competitividade, conseqüentemente na recuperação dos empregos perdidos. Por outro lado nos Estados Unidos as instituições são bem mais sérias. O Congresso funciona melhor, não é a gangorra brasileira que, quando um partido está no poder copula a maioria dos políticos. O Congresso Americano deu um exemplo recentemente não deixando o governo ampliar os limites da dívida, obrigando Obama a cortar gastos, como retirar militares de áreas de conflitos etc. Com certeza os americanos têm muitas chances de voltarem ao crescimento econômico de forma mais vigorosa.

Vivemos, então, uma bolha na economia? Não é fácil uma previsão, mas não acredito em bolha porque a nossa economia esteada em commodities que crescem de valor deverá ter muitos anos de crescimento mediano. Vivemos da sorte.
 
Desde o ano 2001 quando a China entrou na OMC (Organização Mundial de Comercio) os negócios com o Brasil se avolumaram, em decorrência do forte crescimento econômico daquele país que vem pressionando uma grande valorização nas commodities, e que o Brasil teve a benevolência da natureza de possuir a maior área agricultável do planeta e, de ter minérios, principalmente de ferro, de boa qualidade, isto é, o teor de ferro acima de 60%, portanto enquanto a China estiver com crescimento nessa desenvoltura não haverá risco de naufrágio da economia brasileira.

O problema é que um país da dimensão do Brasil não pode chegar ao estágio de Desenvolvimento Econômico apenas com commodities. Para se ter uma ideia a Grécia chegou a esse patamar com um per capita 2,8 vezes maior que o nosso. Isto significa que teríamos de produzir 2,8 vezes toda riqueza que produzimos atualmente para chegarmos ao status de riqueza grega.
 
O governo passado pouco fez para essa realidade atual melhorar, não se preocupou com outros seguimentos da economia como a industrialização que é uma das formas de crescimento permanente. Para isso teria que trabalhar em favor da competitividade do país. Aí foi o fracasso do Brasil, não do Lula, porque é o país que vive atualmente o drama da falta de competitividade. Faltaram ações para diminuir o custo Brasil. A Reforma Tributária ficou mais difícil com o gigantismo da maquina administrativa sem trazer soluções para a falta de médicos na saúde, de promotores e juízes para tornar uma justiça mais ágil, ou de melhorar a educação. Tudo isso agrava a competitividade do país. As decisões judiciais são demoradas e as empresas são penalizadas por isso. Falando em reforma tributária mesmo sem executá-la o governo passado poderia ter realizado, pelo menos, uma ordenação tributária. Vejamos o que isso representa. As empresas brasileiras tem um custo extra com consultorias especializadas para não caírem na armadilha tributária que nas suas complexidades tamanha existem, entre os próprios auditores, diferentes interpretações. Hoje se fala na desindustrialização do país que acontece por perda de competitividade.
 
Desconstruir o governo FHC não trouxe benefícios ao país, mas rendeu muito ao Lula e ao PT, era o que importava, daí a razão de tanta investida, no entanto ficaram sem agenda e governaram quase no improviso, as conseqüências começaram a chegar forçando Dilma à retomar as privatizações, imitar os erros, como eles dizem, de FHC.