terça-feira, 11 de maio de 2010

PAC, FESTAS & CIA


PAC, FESTAS & Cia.
A ex-ministra Marina Silva falou sobre PAC Programa de Aceleração do Crescimento, o seguinte: “O PAC não é um Programa, é colagem de obras. Tem coisas que são repetidas a cada PAC. Alguma coisa nessa marmita está requentada.” Em poucas palavras Marina definiu bem o PAC. Ele não é um Programa são obrigações constitucionais que normalmente eram executadas e, que num momento de sentimento vazio o governo batizou com esse nome. Foi o batizado da salvação de um presidente que não governa, mas vive constantemente num palanque eleitoral. 

Os Estados e Municípios não possuem mais Projetos todos passam a ser do governo federal. O prefeito sente a necessidade de um hospital em seu município, elabora o Projeto e entra no Ministério da Saúde solicitando os recursos para a construção se comprometendo com a contrapartida prevista em lei. O Projeto sofre analise de praxe etc., aprovado, saí encapado com o nome de PAC , só parece que este foi o primeiro hospital financiado pela União. Outro prefeito sente a necessidade da construção de casas populares faz o Projeto e vai para o governo Federal solicitar os recursos, novamente o Projeto sai apelidado de PAC e assim por diante. Tudo o que se faz agora é do PAC criado pelo Governo Lula e o Presidente faz questão de inaugurar todas as obras mesmo iniciadas em governos anteriores porque agora são do PAC, e ainda reclama “Poxa botaram o meu logotipo ali do ladinho da placa, tem que ter mais visibilidade”. Com plateias preparadas e sem o devido questionamento da imprensa, se faz uma festa. “Precisamos ganhar as eleições para prosseguir com o PAC, porque querem acabar com o PAC. Esse Programa tão bom criado pelo Presidente Lula.” Insulto a nossa inteligência. Chamaram-me de trouxa e ainda pediram o meu voto. E o tempo vai passando. 

O Presidente Lula mostrando muito trabalho, estafado, estressado, em crise de hipertensão, com falta de ar e palpitação, coitado tudo para melhoria do meu povo sofrido, em cima de um palanque numa obra executada pelo prefeito ou pelo governador, e enquanto tudo é motivo de onerosas inaugurações ele não percebe o comentário de alguém na imprensa, indignado, que se atreve a demonstrar o descaso com a segurança. Alexandre Garcia falou: “ontem morreram 18 em Bagdá aqui há muito tempo a média de assassinatos violentos ultrapassam a 200 sem contar com o transito”. Ah! É isso mesmo, sempre foi assim, pra que mudar o povo está muito satisfeito com meu governo. Já mandei recursos para os Estados, fiz minha parte. A segurança pública é de responsabilidade dos Estados, o governo Federal dar o aporte financeiro. Mas se todos os Estados falham o problema é da União e se a maior causa da violência é do tráfico de drogas e de armas é da responsabilidade do governo Federal. Acredita o governo que solucionar tais problemas não é governar. Governar é inaugurar as obras dos prefeitos dos Governadores ou das estatais que apelidaram de PAC.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

ECONOMIA BRASILEIRA

ECONOMIA BRASILEIRA
O fato da economia brasileira ter encolhido 0,6% no ano passado, quando se esperava um crescimento de pelo menos 2,5% gera dois momentos de reflexões. O primeiro com o excesso de otimismo que o governo eficientemente produz com objetivos eleitoreiros, conduzido por um aparato de marketeiros e auxiliado pela mídia. Este excesso de otimismo, disse uma vez Mirian Leitão: “já prejudica a economia brasileira”. Acontece que favorece a entrada de capital especulativo que ajuda a valorizar o real.

O segundo momento de reflexão é encontrar uma saída. O que falta ao Brasil? Um país privilegiado pela natureza, pois temos todos os recursos naturais necessários para o desenvolvimento, a começar pelo fato de que possuímos a maior área agricultável do planeta.

Não é difícil sintonizar os problemas. O governo diretamente não é mais o grande responsável pelo crescimento econômico do país, ele já não produz quase tudo como outrora, mas é o responsável de criar um campo favorável para estimular o crescimento econômico.E isso não se traduz nas ações do governo de ressuscitar SUDENE, SUDAM, etc. e nem desviar dinheiro do contribuinte para fortalecer a sua rede de bancos oficiais no intuito de financiar a economia. A era getulista deve encerrar. Salve Collor de Melo que iniciou a caminhada neste sentido e Itamar que prosseguiu, Fernando Henrique deu passos largos e agora Lula quer ressuscitar.

Aquilo que já falei. O governo atual não consegue semear. Pois é, ele não prossegue as reformas necessárias para estancar fugas de investimentos de empresas brasileiras para outros países, principalmente para a China. Reconhecer a China como Economia de Mercado não pode ser um ato de amizade ideológica, ou uma mercadoria de troca. Primeiro se deve ter certeza se a China pratica economia de mercado. Segundo como é a legislação trabalhista por lá? É onerosa e complicada como a daqui? Aí vem a questão da coerência. Se o PT como partido dos trabalhadores não quer abrir mão de direitos trabalhista como sujeitar a economia brasileira a concorrer livremente com um pais que não existe tantos encargos sociais.

Uma outra questão é a desoneração do Estado. Neste campo o governo atual encontrou uma folguinha deixado pelo anterior, achou bom, ocupou e ampliou os gastos, e o pais já apresenta deficit nas suas contas públicas. Por outro lado, a boa informação nos falta. temos uma imprensa que não ajuda com eficiência. A revista VEJA, eu considero a  independente, tanto que é a única que recebo toda semana, mas vejamos o que Benedito Sverberi escreveu no espaço ECONOMIA na edição de 17 de março de 2010, pagina 82. 
“Anunciado na semana passada pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, o produto interno bruto (PIB) soma de toda a riqueza produzida pelo país, teve retração de 0,2% em relação a 2008. Uma primeira interpretação possível é que a economia doméstica se saiu muito mal. Em termos comparativos, no entanto, o Brasil não fez feio. Nas nações desenvolvidas a crise financeira global bateu com muito mais força. A queda do PIB foi de 5% no Japão; de 4,1% na zona do euro (grupo de países da União Européia que adotam essa moeda); e de 2,4% nos Estados Unidos. Outra boa notícia é que o PIB do ano passado retrata algo já superado”.

Infelizmente Sverberi esqueceu de separar os grupos. O Brasil não está no grupo dos países ricos, onde a crise financeira global foi mais acentuada. O Brasil faz parte do Brinc (Brasil Rússia Índia e China) que cresceram: Rússia 4,8%; Índia 5,6%; China 8,7%. As vezes me pergunto: o que faz o Brasil no BRINC? Foi o único que fez feio e muito feio, e se saiu muitíssimo mal. Ao mesmo tempo joga uma pá de otimismo muito forte com a notícia de superação nos primeiros meses de 2010. Claro, como o crescimento do PIB deste ano é medido sobre o ano anterior em percentagem, portanto se em 2010 o PIB repetir o volume de 2008 a economia do país cresce. Desta forma, é possível o Brasil apresentar um resultado melhor em 2010 crescendo pouco. Uma boa imprensa tem o dever de informar bem. Na mesma reportagem de Sverberi ele omitiu o crescimento da economia em 2003 que foi de 0,1% , no gráfico referente ao período de Lula. Isso porque na verdade o resultado havia saído em -0,1%, mas por uma alteração na forma de medição, conseguirão positivar um resultado que saiu em primeira mão negativo. O pífio crescimento de 2003 não foi de responsabilidade do governo Lula, mas foi de responsabilidade da campanha eleitoral predatória do LULA e de seu partido em 2002. Notem a calmaria do mercado nesta campanha de 2010. Nenhum dos prováveis vencedores está ameaçando de mudanças radicais no rumo da economia.

O governo atual não mexeu nos fundamentos da economia deixado pelo governo anterior, mas, não prosseguiu no processo de fertilização para um desenvolvimento mais robusto. O Brasil pós ajustes fiscais, estabilidade monetária teria que prosseguir na desoneração do Estado. Desonerar o Estado é o caminho para se fazer uma reforma tributária necessária e não uma reforma que une e muda nome dos impostos, e o peso continua o mesmo. É trocar 6 por meia dúzia. Não basta ter um exacerbada confiança no Meireles, ele é muito bom, ótimo, ninguém pode negar, mas ele não está acima das leis da economia . São leis inflexíveis, não perdoa desobediência, ela torna o país uma grande empresa que deve obedecer as regras da competitividade. Se Brasil não conseguir continuaremos só na promessa e, de crescimento melhor no futuro.
Um outro grande erro é comparar crescimento econômico de um governo com outro. Na verdade o melhor governo deve-se traduzir pelo trabalho que foi realizado para fertilizar um ambiente de negócios, para fluir o crescimento econômico. Como o atual governo andou na contra mão deste objetivo onerando muito o Estado, o Brasil não terá crescimento econômico satisfatório no próximo governo seja ele de Dilma ou de Serra. Crescimento acima de 7% é que o país necessita. O desafio do próximo governo será árduo pois terá de tomar medidas antes populares para recuperar o equilíbrio das contas públicas e definir com racionalidade as prioridades de gastos em investimentos.

terça-feira, 9 de março de 2010

LULAxFHC


LULAxFHC
Existe claramente uma preocupação do primeiro escalão do governo Federal de comparar ambos governos no intuito demonstrativo de uma superação do atual sobre o anterior. Numa visão imediata parece que o governo Lula tem mesmo uma boa superação, é um assunto interessante apesar de muitos dizerem que não há comparação pois o atual é uma seqüencia do anterior. No entanto, tenho minhas dúvidas. Para essa análise não carece de tanto conhecimento, só de uma atenção mais apurada. É oportuno lembrar as palavras de Lya Luft. “Estar informado e atento é o melhor jeito de ajudar a construir a sociedade que queremos, ainda sem ações espetaculares”. Portanto acho salutar e até mesmo necessário essa comparação:
Fernando Henrique Cardoso herdou um país com uma contabilidade pública onde o orçamento superava demasiadamente a receita, não só pelas extravagâncias, mas principalmente pelas obrigações constitucionais, e uma moeda lançada no governo anterior que dependia de uma organização nessas contas para sobrevivência.
FHC. Impôs aos Estados e Municípios uma organização e criou a lei de responsabilidade fiscal, ou você pensa que o Real vingou por acaso? Negativo FHC teve que tomar medidas antipáticas, que Sarney não se atreveu. Por isso que nenhum plano econômico dele logrou êxito.
FHC continuou as privatizações iniciadas no governo Collor de Melo, você achou ruim? Sabe o que significa isso? Tirar a economia da mão de quem não sabe gerir e colocar em seios eficientes, tornando-as mais competitivas e desonerando o Estado. Empresas que antes sugavam o Erário Público, passaram a engordar-lo, com pesados impostos. Assim facilita ações sociais,
O Sistema Financeiro em 95, quebrado, falido e um processo de recuperação criticado pela oposição, que só se via maldades e, é, graças a esse sistema financeiro saneado que, ampliou-se o acesso ao mercado, com longos prazos estimulando o crescimento da economia.
O parque industrial brasileiro obsoleto, produto interno rejeitado pela população. O sonho de consumo do brasileiro era comprar produto importado. “No Brasil só te carroças”. Disse o ex presidente Collor de Melo se referindo a industria automobilística brasileira. Acontecia que a mesma montadora que produzia bons carros no exterior, aqui, produziam carros ruins. Por quê? Para produzir carros modernos teriam que fazer altos investimentos, na verdade construir novas fabricas, mas o país na suscitava credibilidade para tanto risco. A credibilidade veio pela nova forma de estabilizar uma moeda buscando-se o equilíbrio das contas públicas. Aí os investimentos fluíram e em pouco tempo o parque industrial brasileiro foi modernizado.
Apagão de 2001. Faltou energia para o país continuar acrescer dando prosseguimento a alavancada de 2000 em torno de 4%. A oposição gritou culpando o governo por baixos investimentos no setor e o PSDB se calou. Na verdade o culpado era o modelo a idéia estatizante onde só o governo teria que fazer investimentos no setor. FHC mudou e permitiu investimentos privados tirando o país de risco de novos apagões. É bem verdade que Lula investe mais que FHC no setor energético, o país tem, hoje, muito mais possibilidades mas, se não fosse os investimentos do setor privado, não seria necessário uma seca como a de 2001 para repetir novos apagões.
LULA herdou um país onde as contas apesar de organizadas, havia uma convulsão na economia, não por erro de condução mas, motivada por incertezas do mercado diante de um novo governo que prometia mudar tudo seguindo as diretrizes do documento de Pernambuco de 16 de dezembro de 2001. O temor era medido pelo volume de remessas enviadas para o exterior, causando uma desvalorização no Real, para reverter o problema só foi preciso nomear o Henrique Meireles para o Banco Central e explicitar para o mercado que nada mudaria na condução da Política Econômica, aí tudo tomou rumo à normalidade.
No governo Lula conquistamos a auto suficiência do Petróleo. Beleza. Como aconteceu essa conquista? Em 1997 a Petrobras completando 44 anos de existência não conseguia produzir mais que a metade de nosso consumo. Aí o governo na época sancionou a lei 9.478 de 6 de agosto de 1997, quebrando o monopólio estatal do petróleo permitindo que empresas explorem e refinem o petróleo, que, até então, era prerrogativa da Petrobras. Também autorizava parcerias na prospecção e, assim, centenas de projetos surgiram com investimentos acima de 1,5 bilhões de reais. Investimentos que avolumaram no ano seguinte para um montante superior a 6 bilhões por ano. A quebra do monopólio teve um efeito quase imediato na produção de petróleo que em agosto de 1997 a produção era de 850.000 barris/dia, cresceu até março de 2003 para a cifra de 1,6 milhão barris/dia .
A taxa de desemprego no governo Lula é menor que a de FHC. Verdade, o país teve que passar por uma modernização do parque industrial. Uma fabrica têxtil que empregava 1200 operários, modernizada, passou a funcionar com 130. O sistema financeiro acabou com as famosas baterias e com a informática reduziu drasticamente o pessoal. A recuperação seria com o prosseguimento do processo. No entanto, muito lento agravado pelo reconhecimento da China como economia de mercado ação do atual governo que não tem idéia de quantos empregos migraram daqui para o continente asiático.
O Lula pagou o FMI. Proeza, e foi assim que anunciaram. Verdade, o Brasil concluiu o pagamento do FMI em 2005, mas não foi em 2003 que o Brasil começou a pagar esta dívida. Ainda no governo de João Batista Figueiredo em 1983 o país iniciou o desembolso e de lá pra cá todos os anos o Brasil cumpria religiosamente em dia, exceto no governo Sarney foi dado moratória por alguns meses, mas o Brasil voltou a liquidar um montante renegociado no valor de US$ 504 bilhões com o FMI. Esta divida era uma fera indomável nos anos 80 quando o país declinava para as profundezas de uma ruína em decorrência de uma economia estatizada (acima de 50%), sem competitividade. Já nos primeiros anos do novo século a fera já parecia domada e os pagamentos das parcelas eram pagas sem muitas dificuldades. No final do último ano do governo FHC foi feito um acordo que seria desnecessário se não fosse as ameaças de campanha do atual presidente, causando uma evasão desenfreada de dólares. Neste último acordo de US$ 30 bilhões, o governo disponibilizou ao mercado US$ 6 bilhões para conter a queda do real e deixou US$ 24 bilhões para o governo seguinte utilizar. Não foi necessário, portanto foi devolvido ao FMI. Lula, então, concluiu o pagamento do FMI.
O Lula sancionou o pro uni em 2004. Mas partindo do principio de que o Lula e o PT criticavam o estimulo a criação de Universidades privadas, dada pelo governo anterior alegando o sucateamento das Federais, e considerando a ideologia estatizante, certamente não teria tal iniciativa conseqüentemente, não haveria razão da criação do pro uni.
No governo Lula o pobre melhorou e continua melhorando. Na verdade o pobre começou a melhorar com a estabilidade da moeda, com este evento surgiu maiores estimulo a se fazer microscópicos negócios, com vendinha de merenda numa bicicleta e deu oportunidade ao excluído acumular
Para não tornar longa demais a conversa paramos por aqui e, dessa forma é fácil concluir que Lula somente colhe, o que FHC plantou, e o povo só ver frutos na mão do petista, lógico, auxiliado pela mídia. O drama do país, é que o presidente atual,parece, não saber plantar, e futuro é ameaçado pela má gastança que só ajuda a ampliar o deficit nas contas públicas e aumentar a dívida interna, e o Real? que se cuide.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

MARCO ZERO



Atualmente o presidente Lula tem se esforçado para caracterizar o Marco Zero na economia brasileira. O que seria isso, como se a organização da economia nacional tivesse um reinício em 2003. Falta conhecimento e sobra pretensão. Com certeza, acredita-se que a saúde econômica vivida no momento ocorreria sem as privatizações, neste caso o marco zero teria início no governo de Fernando Collor de Melo. Esse otimismo não aconteceria sem um sistema financeiro saneado, e sem uma moeda estável conseguida com o equilíbrio das contas públicas, neste caso o marco zero seria no governo Fernando Henrique Cardoso. Vale lembrar que o Lula e seu partido conspiravam contra. Votaram, inclusive, contra a lei de responsabilidade fiscal.
O país deve ao Lula a sensatez de não conduzir a nação dentro dos princípios ideológicos traduzido no documento a ruptura necessária publicada em 16 de dezembro de 2001 em Pernambuco, nesse documento o PT informava o que seria o governo Lula, brincadeira que quase custou a existência do real.