sábado, 8 de setembro de 2012

SÃO LUÍS DO MARANHÃO


A metrópole do Brasil colônia


Conta a nossa história que o Brasil foi descoberto pelo Nordeste, tanto é verdade que no século XVIII das quatro maiores cidades brasileiras três eram no Nordeste, Salvador, São Luís e Recife, a quarta era no Sudeste o Rio de Janeiro. São Luís é a única que manteve até os nossos dias a prova dessa grandiosidade com o maior acervo histórico patrimonial do país. Acontece que no século IXX o Maranhão começou a perder competitividade para os EUA, com seu maior produto financeiro, que era o algodão. No início do XX, a cidade se encontrava mergulhada na estagnação econômica que durou até o final do século passado, enquanto as outras cidades (Rio de Janeiro, Salvador e Recife) prosseguiram com desenvolvimento e consequentemente demoliram muitos casarões. 
Tudo começou com a tomada de Alcântara pelos franceses no início do XVI, na época capital do Estado, e em oito de setembro de 1612 fundaram a cidade de SÃO LUÍS.

para acesso ao blog outras postagens  http://mundofoco.blogspot.com.br/
São luís. MA cidade construída nos quatrocentos anos  












Centenas de ruas estreitas, permanecem intactas a espera de turistas das cidades modernas para uma viagem no tempo,  conhecer como era uma metrópole no Brasil colônia.


















A única metrópole que se guardou, borbulha histórias como água no pantanal mato-grossense. Esta cidade faz hoje 400 anos. Separada por uma ponte esta outra cidade faz 42 anos


Quase todos visitantes pensam que, ao atravessar a ponte, está saindo da ilha, negativo, continua na mesma ilha, é uma ponte sobre o rio Anil. 




























São Luis volta a ser metrópole em decorrência da benevolência da natureza, que lhe presenteou com mares profundo na encosta territorial, por essa razão, ganhou um dos portos mais importante do país.


Porto do Itaqui


Porto da Madeira

A decisão da construção do complexo portuário de São Luis, não ocorreu por questões políticas e sim por razões técnicas, em decorrência da viabilidade  proporcionada pela existência de um calado raro no mundo por ser formado na ilharga do continente, com profundidades que chegam a 23m.

Ainda no governo Geisel, deu-se o primeiro passo para concretização desse desenvolvimento quando uma decisão governamental foi tomada, na definição do corredor de exportação do minério de ferro da jazida de Carajás. Na época o paraense Jarbas Passarinho era muito poderoso, tanto que chegou a sugestionar o presidente em decidir a favor do Pará, mas os japoneses, financiadores do Projeto no valor de U$ 2 bilhões, impuseram o destino da estrada para São Luis.

acesse o blog  http://mundofoco.blogspot.com.br/

quarta-feira, 5 de setembro de 2012

QUESTIONAMENTO


Ouvimos com frequência as pessoas dizerem que política e religião não se discutem. Concordo com relação à religião por se tratar de hipóteses que cada pessoa tem o direito de tomar como verdade de sua maneira, então eu procuro não discutir. Enquanto a política é diferente, talvez, deveria ser considerado patriotismo a observância dessa movimentação que ocorre nas esferas do poder político. Baseio-me na depressão econômica vivida no país na década de oitenta e meados dos anos noventa, quando a inflação alcançou patamares insuportáveis para ocorrência de investimentos produtivos e crescimento econômico do país, resultado de políticas econômicas equivocadas que ampliou e consolidou uma vasta pobreza.   Deste cenário me veio um questionamento:
Por que o Brasil não dá certo? Quando possui todos os componentes necessários para ser uma potencia econômica, pois nenhum outro país do planeta foi tão beneficiado pela natureza, com abundantes Recursos Naturais. Exceto secas em algumas regiões do Nordeste, os únicos desastres naturais que ocorre, são provocados pelos próprios seres humano.
Deste questionamento passei a observar a nossa mal contada história e comparar com países que conseguiram alcançar sucesso como os EUA, Alemanha, Coréia do Sul etc. Encontrei a resposta, que está camuflada na nossa historia desde o período imperial, prosseguindo na República, daí a criação deste blog com o objetivo de discutir política. Fazendo uma comparação de comportamento dos governos de países que evoluem, com os nossos governantes. Percebemos momentos de oportunidades que são desperdiçadas. Isso aconteceu nos anos trinta e inicio deste século, ultimamente, após a estabilidade monetária, o país caiu em mãos de soberbos que perderam o rumo, não acontece um naufrágio por causa da natureza que conspira a favor, mas a embarcação fica girando sem plano de navegação, sem chegar a lugar nenhum.
O Brasil é um país que aceitou o Capitalismo, mas sempre quis ser Socialista, e esse princípio ideológico está arraigado em boa parte da população, de forma extrema em pequena parte,  e de forma mais light em uma parte maior, na nossa educação, apesar de muitos beneficiários do capitalismo. Esse terreno se torna um campo fértil para o populismo que é uma peste.
Com a esperteza e o vale tudo para vencer as eleições, os petistas não se preocupam em traçar um rumo para alcançar o Desenvolvimento Econômico, basta um bom trabalho de marketing para manter a popularidade em alta e segurar o barco para não afundar de vez.
Capitães sem bússola, não podem tomar medidas harmoniosas na condução da política econômica.  Fizeram críticas das ações necessárias a essa trajetória, sem o menor escrúpulo, são estratégias predatórias, realizadas contra adversários com o objetivo de desconstrui-los.
A consequência não tardou, o governo divulgou na semana passada o resultado do PIB do segundo trimestre deste ano, somado em 0,4%, pior de alguns países em crise. Não é um mal resultado isolado, no primeiro trimestre foi pior de 0,2%, tudo isso após um ano (2011) de crescimento pífio (2,7%). Sem perspectivas de crescimento satisfatório, apesar das declarações do ministro Guido Mantega que sempre otimista promete taxas acima de 4% para o ano seguinte. Não há uma série de medidas orquestradas e sim atitudes isoladas, ameniza-se provisoriamente a carga tributária de alguns produtos que não consegue tonificar a economia, e o provisório vai ficando permanente. É necessário baixar impostos de forma generalizada, mas precisa preparar as contas públicas com desonerações para abdicar de tributos, senão ou a dívida dispara ou governo continua com investimentos insuficientes.
Dilma ficou furiosa com um artigo de Fernando Henrique Cardoso no Estadão e no Globo falando que Lula havia deixado uma “herança pesada”. É verdade, e eu já havia falado disso em algumas postagens como: MEDIDAS ESTRUTURAIS  http://mundofoco.blogspot.com.br/2012/05/deficiencias-estruturais.html#!/2012/05/deficiencias-estruturais.html  CRESCIMENTO SUSTENTÁVEL http://mundofoco.blogspot.com.br/2011/04/crescimento-sustentavel.html#!/2011/04/crescimento-sustentavel.html etc.
Dilma deu uma resposta no limite de seu nível intelectual, negando a verdade, esquecendo-se das  suas palavras, quando se referiu a FHC como o arquiteto da estabilidade econômica.
Se não é devido à “herança pesada”, qual a outra razão de nossa economia patinar? Crise europeia? Os demais emergentes sentirão, mas nem tanto. Vejamos as taxas de crescimento dos outros participantes do BRICS: China 7,6%; Índia 5,5%; Rússia 4,0%; África do Sul 3,2%; os países da America do Sul, fora do eixo progressista, Chile, Colômbia e Peru,  (na última eleição o Peru entrou para o chamado eixo progressista com a eleição de Humala Ollanta) deverão crescer acima de 5% neste ano. Qual seria o outro motivo do nosso crescimento rasteiro senão pela falta de investimento em infra-estrutura, gastos públicos de má qualidade deixando o país engessado, e por conseguinte uma gestora um pouco melhor, mas sem qualificação adequada.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

RESSENTIMENTO


Por algum tempo ouvia-se comentar na impressa a informação de que Luis Antonio Pagot, ex diretor do Dnit, estava interessado em depor na CPMI do Cachoeira, parecia disposto a revelar alguns fatos importantes com relação a arrecadação de dinheiro para a campanha da presidente petista Dilma Russellf. Eu duvidei muito que iria fazer algum detalhamento comprometedor.

A base aliada relutou, mas finalmente nesta última terça feira aconteceu o depoimento. Foi o que eu imaginava, ele usou o tempo para auto-elogio e mandou um recado de que estava vivo e sabe muito.

Conforme Pagot, foi-lhe incumbido, pelo tesoureiro da campanha do PT, de pedir dinheiro para as empresas menores e  quanto as maiores seria feito lá por cima. Assim ele procedeu e arrecadou uma boa quantia, mas que se sentiu mal depois porque aquilo não era ilegal, mas também não era ético.

Eu pergunto: se ele não tivesse sido demitido como corrupto do Dnit, teria se sentido mal? Poderia, mas não diria a ninguém, pois se falou é porque está ressentido. 

Partindo da teoria de que ninguém dá nada a ninguém, deveria, sim, ser crime executar tais procedimentos, considerados normais. As doações de campanha deveriam ser espontâneas, realizadas em conta bancaria com depósitos em valores limitados, daqueles que estariam dispostos a contribuir por motivação ideológica. Do jeito como está ocorrendo  as empreiteiras fazem investimentos. Elas vão querer obras superfaturadas carimbadas pelo candidato auxiliado, como o próprio depoente se referiu a Demóstenes que lhe proporcionou um jantar em sua residência para lhe fazer uma solicitação de favorecimento a DELTA, mas recusou.

Se as solicitações nas empreiteiras maiores eram feitas pela cúpula de cima, então a DELTA não deve ter faltado nesta relação, principalmente por ser a mais beneficiada no Programa do PAC, por conseguinte a DELTA deve ter feito contribuições monetárias para a campanha da eleição da presidente. Neste caso Pagot está correto no ressentimento,  a faxineira no período das eleições de 2010, era amável, e não teve com ele o mesmo comportamento  de severidade  proibindo qualquer ação de arrecadações financeiras com as empreiteiras, como naquele fatídico sábado de demissões.

A certeza, a verdade, nesse mal odor, é que o governo é veloz e eficaz para cobrar impostos dos brasileiros, e lento em ações que beneficie a população. Obras escassas e caríssimas.